Sistema de comparabilidade das impressões digitais vai entrar em funcionamento este ano – ministra da Justiça

Cidade da Praia, 04 Jan (Inforpress) – A ministra da Justiça e Trabalho, Janine Lélis, assegurou hoje que o sistema de comparabilidade das impressões digitais, que este ano entra em funcionamento, vai tornar a actuação da Polícia Judiciária (PJ) “mais eficiente e eficaz”. Deveras

As constatações foram feitas pela governante, na Cidade da Praia, depois de presidir à cerimónia de inauguração do novo centro de formação da Polícia Judiciária, tendo assegurado ainda que, para além de darem continuidade aos investimentos feitos nos anos anteriores, o Governo irá investir “fortemente” na polícia científica cabo-verdiana.

“A nossa missão é que esses agentes estejam altamente capacitados, e é neste quadro que estamos a fazer vários esforços e trabalhar a questão do estatuto, que vai gerar satisfação e motivação”, explicou a ministra, frisando que para este ano estão previstas também as promoções e progressões desses profissionais.

A ministra adiantou ainda que a implementação do sistema de comparabilidade das impressões digitais, o funcionamento do sistema de informação criminal que irá regular as pessoas que estão cadastradas e facilitar a investigação, formação para os novos 50 agentes da PJ e 41 seguranças, e aquisição de mais 20 viaturas e equipamentos de segurança constam dos investimentos que o Governo irá fazer durante este ano na Polícia Judiciária.

Para Janine Lélis, a ideia é capacitar a polícia cientifica para melhor responder e enfrentar os novos desafios de modo a combater a criminalidade e promover a paz social almejada por todos.

Na ocasião, o director da Polícia Judiciária, António Sebastião Sousa, avançou que este centro vai preparar e ministrar os cursos de formação inicial e de aperfeiçoamento contínuo do pessoal da PJ, planear e realizar acções de formação no âmbito da organização administrativa, informática, documental, tratamento de informação técnica e auxiliares de investigação.

“Estamos ciente de que este centro não é suficiente quer em termos de espaço físico quer de recursos e materiais humanos para satisfazer todas as necessidades formativas do pessoal da PJ, mas é o possível dentro das nossas reais possibilidades e é o início de algo que queremos para o futuro”, reconheceu, adiantando que os custos com obras de remodelação e aquisição de equipamentos orçados em 3 mil contos foram suportados pelo orçamento da PJ.

Reiterou que, para este ano, estão previstos cursos de formação para os 55 novos agentes da PJ, dos quais cinco suplentes, 41 seguranças, para inspectores chefes e coordenadores de investigação criminal nível 1, polícia técnica, pessoal de investigação criminal e de apoio técnico e investigação criminal.

“Face aos inúmeros desafios que a criminalidade organizada coloca aos agentes da polícia criminal sobretudo da PJ que tem a missão de investir as situações mais graves e complexas, é crucial e imprescindível que a Polícia Judiciária tenha pessoal com formação técnica e profissional adequada”, suscitou.

AV/ZS

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