São Vicente: Ribeirinha, Ribeira de Craquinha e Ribeira de Julião estão entre as zonas que “mais produzem” lixo – edilidade

Mindelo, 06 Fev (Inforpress) – Ribeirinha, Ribeira de Craquinha e Ribeira de Julião estão entre as zonas que “mais produzem” lixo em São Vicente e que levaram a câmara municipal a fazer uma sensibilização nas escolas básicas, para tentar mudar essa tendência.

Este ciclo de sensibilização, que ainda está em curso, iniciou-se em Janeiro e, conforme a vereadora do Ambiente, Carla Monteiro, tem como público-alvo as escolas do ensino básico obrigatório (EBO) destes bairros “mais críticos” da ilha em relação à “deposição incorrecta” de lixo.

“São bairros onde as ribeiras e as encostas têm necessidade de serem abrangidas em todas as megas campanhas de limpeza e limpezas rotineiras realizadas pela câmara e onde é sempre recolhido um grande volume de lixo”, afiançou esta responsável, à Inforpress, e para quem esta atitude demonstra que “há pessoas que não estão consciencializadas em relação ao tratamento correcto do lixo”.

Por isso mesmo, que, segundo a mesma fonte, decidiram tentar sensibilizar os mais pequenos e mudar a tendência observadas nestas zonas como Ribeirinha, Ribeira de Craquinha, Ribeira de Julião, Dji d´Sal e outros com “maus comportamentos”, mesmo abrangidos pelo sistema de recolha porta a porta três por semana e de contentores ou caçambas quatro vezes por dia.

“O objectivo é criar uma consciência ambiental nas crianças de hoje, que serão adultos amanhã, promovendo mudança de atitude e adopção de boas práticas em relação ao lixo”, disse, colocando enfâse sobre a necessidade ainda de se fazer uso do 3R´s (Reduzir, Reciclar e Reutilizar).

Esta actividade que tem sido feita por técnicos municipais, pretende, conforme Carla Monteiro, mostrar a importância de se manter a “cidade limpa” e as consequências negativas de uma “deposição inadequada” dos resíduos, tanto para o ambiente, como para a saúde pública.

Entretanto, por agora, ajuntou, ainda é “prematuro” falar em resultados concretos, uma vez que a mudança de mentalidade é um “processo demorado”, mas garantiu haver “feed back positivo” dos alunos, que demonstram assimilar os conteúdos e “muito entusiasmo” nas actividades práticas.

Estes mesmos alunos, que, acrescentou, sempre são incentivados a compartilharem as informações em casa e assim contagiar outras crianças e adultos.

Mas, como disse Carla Monteiro, pretendem trabalhar também na sensibilização dos pais e encarregados de educação, pelo que, neste momento tentam concertar com as escolas parceiras a possibilidade de agendar actividades, como conversas abertas, que poderão ser feitas aos fins-de-semana, em que há “maior disponibilização de tempo” destes adultos.

“Também queremos chegar às escolas secundárias e ter ciclos de conversas abertas com as comunidades para levar essa mensagem de sensibilização ambiental e de ter um espaço urbano higienizado”, disse a autarca, que aponta outras actividades do seu pelouro como campanhas de limpeza rotineiras, programas de rádio e ainda a sensibilização quanto à protecção dos espaços verdes da cidade, que, segundo a mesma, vêm sendo “vandalizados”.

LN/ZS

Inforpress/Fim