Santo Antão: Plano de mitigação da seca accionado no Porto Novo com acções à volta de 38 mil contos 

Porto Novo, 08 Mar (Inforpress) – O plano de mitigação da seca e salvamento do gado já foi accionado no Porto Novo, que receberá, até Setembro, intervenções à volta de 38 mil contos, conforme o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente.

Joel Barros disse à Inforpress que o plano iniciou-se há cerca de um mês, no Porto Novo, município considerado prioritário pelo Governo, no quadro do novo plano de mitigação da seca, assegurando que a ração já está a ser colocada à disposição dos criadores de gado, com uma taxa de bonificação de 20 por cento (%).

Este plano, que em Santo Antão apenas abrange o município do Porto Novo, um dos concelhos mais afectadas pela seca, está  a ser implementado nos mesmos moldes do plano de 2018, abarcando, além de apoio aos criadores com ração, ainda a promoção de emprego público, vertente que vai estar a cargo da câmara.

Segundo este responsarei, nos “próximos dias” deverá ser assinado entre a câmara do Porto Novo e o Ministério da Agricultura e Ambiente o contrato-programa para a promoção de emprego público, através da execução de “uma série de projectos”, que permitam aumentar a “resiliência das populações”.

Relativamente ao salvamento do gado, o programa, que abrange sobretudo os planaltos norte e leste, prevê ainda a construção de currais e bebedouros, além de lançamento de sementes para a produção de pasto.

No caso do Planalto Norte, prevê-se a construção de 13 currais, segundo o responsável, que informou que, em relação ao plano de 2018, a maioria dos projectos está concluída, faltando apenas a instalação de sistemas foto voltaicos em quatro furos, equipamentos que chegam a Porto Novo já na próxima semana.

Enquanto isso, os criadores das zonas altas do Porto Novo insistem na necessidade de o Governo disponibilizar uma linha de crédito para possibilitar à classe “aguentar o efectivo”, perante “uma das piores secas dos últimos anos”, neste município.

Numa altura em que os efeitos da seca fazem-se sentir com maior acuidade, os criadores de gado voltam a desafiar o Governo no sentido de criar uma linha de crédito que permita, “realmente”, salvar os animais e manter actividade pecuária no Porto Novo, com um efectivo que ultrapassa os 23 mil cabeças de gado.

JM/AA

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