Santo Antão: Operadores turísticos entendem que Porto Novo já merece um hospital

Porto Novo, 23 Jan (Inforpress) – Os operadores turísticos no Porto Novo (Santo Antão) entendem que dado o crescimento que o turismo regista na ilha, este município já merece uma estrutura de saúde que responda aos desafios do sector.

A gerente da agência Atlantur, Sandra Pereira, é uma das operadoras que têm vindo a reivindicar a necessidade de Porto Novo, com mais de 17 mil habitantes, dispor de um hospital que atenda às exigências que o sector do turismo e outros colocam ao concelho.

Explicou que são muitos turistas que, quase diariamente, chegam ao Porto Novo e à ilha de Santo Antão, pelo que “urge pensar”, desde já, na construção de um hospital, no município.

Esta responsável disse ter já colocado esta questão ao Presidente da República, numa recente visita a Santo Antão, reiterando a sua preocupação e de outros operadores locais de que Porto Novo já merece um hospital, que acompanhe o desenvolvimento deste concelho não só no turismo como em outros domínios.

Os próprios utentes têm estado, insistentemente, a defender a necessidade de o Governo  pensar na construção de um hospital  no Porto Novo, já que o actual centro de saúde, em funcionamento há quase duas décadas, já não responde às necessidades deste concelho.

Os responsareis municipais não defendem, para já, a construção de um hospital mas têm estado a pedir a ampliação do centro de saúde da cidade do Porto Novo, cuja estrutura física e não só, “já não responde às necessidades” dos portonovenses, segundo o presidente da câmara, Aníbal Fonseca.

Conforme este autarca “todos reconhecem que o centro de saúde  actual não tem dimensão física  para responder às necessidades do concelho”,  razão pela qual deve-se “pensar numa solução a médio prazo”.

Além da ampliação do centro de saúde na cidade do Porto Novo, o presidente da câmara tem estado a insistir na necessidade de o Governo avançar com a construção do centro de saúde em Ribeira das Patas.

O centro de saúde do Porto Novo, que dispõe de um serviço de teleconsulta, recebeu, nos últimos dois anos, investimentos à volta de dez mil contos, essencialmente,  na remodelação do banco de urgência  e na criação do serviço de saúde reprodutiva.

JM/AA

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