Santo Antão: Operadores turísticos “agastados” com a situação da lixeira intermunicipal

Porto Novo, 31 Jan (Inforpress) – A lixeira intermunicipal de Santo Antão, já considerada “um problema de saúde pública” nesta ilha, está a preocupar os operadores turísticos, que se manifestam “agastados” com o “impacto negativo” que essa lixeira está a ter no turismo santantonense.

Os operadores já manifestaram essa preocupação ao ministro do Turismo, José Gonçalves, que está a efectuar uma visita a Santo Antão e alertam que essa lixeira, situada nas proximidades da Aguada de Janela, no enfiamento da estrada Porto Novo/Janela, está a dar “uma má imagem” à ilha e ou turismo local.

Para o operador Anilton Fortes, nesta altura, a situação da lixeira intermunicipal representa “uma grande preocupação” para os agentes turísticos, que estão mesmo “agoniados” com o estado desse espaço, também, já considerado, pelas autoridades sanitárias, um problema de saúde pública em Santo Antão.

“O problema que mais preocupa os operadores turistas tem a ver com essa lixeira. Estamos mesmos agoniados com essa situação”, notou este operador turístico, que alertou ainda para a proliferação do lixo um pouco por toda a ilha.

Os santantonense, de uma forma geral, têm estado, nos últimos anos, a pedir o encerramento ou deslocalização dessa lixeira, utilizada pelos municípios do Paul e Ribeira Grande, para um sítio mais adequado.

Trata-se, também, de uma inquietação da Associação dos Municípios de Santo Antão, que diz que o encerramento da lixeira intermunicipal passará pela construção do aterro sanitário desta ilha, cujo financiamento, à volta de 200 mil contos, está a ser mobilizado pelo Governo e municípios.

Santo Antão é uma das ilhas que vão ser abrangidas, “nos próximos anos”, com investimentos no domínio do saneamento em mais de quatro milhões de contos, incidindo na prevenção e gestão de resíduos.

Os investimentos, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS), vão ser assegurados no âmbito do Plano Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável (PEDS), previsto para o período 2017/2021.

Os investimentos, que além de Santo Antão, abarcam ainda as ilhas de São Vicente, São Nicolau, Sal, Boa Vista, Santiago e Brava, incidem na construção, relocalização e requalificação de infra-estruturas de tratamento e valorização dos resíduos.

No caso de Santo Antão, que enfrenta “uma situação de emergência” em termos de gestão dos resíduos sólidos (Ribeira Grande e Paul) e líquidos (Porto Novo),  o Governo garante estar “empenhado” em dotar esta ilha, “a médio prazo”, de um aterro sanitário, infra-estrutura, que será localizada no Porto Novo, segundo estudos já efectuados.

JM/ZS

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