Santa Catarina: Guineenses acreditam que Domingos Simões Pereira é o “homem certo” para Guiné-Bissau

Assomada, 10 Fev (Inforpress) – A comunidade guineense no município de Santa Catarina, ilha de Santiago, afirmou sábado que Domingos Simões Pereira é o “homem certo” para conduzir os destinos da Guiné-Bissau, manifestando “total apoio” ao candidato a primeiro-ministro.

Os guineenses que tiveram um encontro este sábado, no Auditório do Liceu Amílcar Cabral (LAC), com o presidente do PAIGC e antigo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira que se encontra em Cabo Verde numa visita de três dias, aproveitaram e pediram-lhe para ser “o segundo João Lourenço [Presidente da República de Angola] em África e que para não ter medo de lutar para o desenvolvimento e pela paz da Guiné-Bissau.

Segundo eles, tendo em conta que as sucessivas crises políticas têm afectado o desenvolvimento daquele país africano há vários níveis, quer a saúde, a educação e as infra-estruturas, Domingos Simões Pereira tem que ser como o chefe de Estado angolano, ou seja, ter “mão dura” para poder lutar contra a corrupção, a injustiça, o nepotismo, o peculato e a impunidade.

“Vejo nele [Domingos Simões Pereira] a pessoa certa para levar Guiné-Bissau para frente”, disse Ismael Mane que vive há 10 anos em Cabo Verde.

Para este empreiteiro, se Domingos Simões Pereira vencer as eleições legislativas de 10 de Março, Guiné-Bissau vai caminhar rumo ao desenvolvimento, à paz e que a felicidade vai atingir todos os seus filhos.

Yanick Fati, outro guineense que também vive em Cabo Verde há 10 anos, ou seja, em Assomada, apelidou Domingos Simões Pereira de “grande homem”, aliás, lembrou, este reconhecimento é a nível mundial.

“Guiné-Bissau não tem falta de nada e tem muitos recursos na natureza que precisam ser explorados. Guiné-Bissau tem riqueza mais do que a Angola e todos sabem, mas o desenvolvimento não tem acontecido por causa dos políticos que têm enganado o povo e isso não é justo”, desabafou este comerciante.

“Todo o povo quer Domingos Simão Pereira e ele tem que ganhar para que possamos ter pelo menos paz no nosso país”, almejou, afirmando que vê no político o desenvolvimento e a paz.

Domingos Simões Pereira que explicou que se encontra em Cabo Verde para cumprimentar a comunidade guineense e as estruturas do partido, neste caso a de Assomada, Santa Catarina, que regressa depois de 21 anos, afirmou que traz uma “mensagem de confiança a todos os guineenses”.

“Vivemos e atravessamos um momento difícil, mas também é um momento que chama por nós, da nossa capacidade de mobilização, da nossa capacidade de não virar as costas à luta e de sermos perseverantes. Acredito que o ciclo se está a fechar e hoje há condições objectivas para que a Guiné-Bissau possa renascer das cinzas e sermos capazes de projectar o desenvolvimento. Eu acredito nisso”, vaticinou o antigo primeiro-ministro de 2014 a 2015.

Relativamente às eleições de 10 de Março, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que valoriza o apoio dos guineenses residentes em Cabo Verde, fez saber que tem sentido este sentimento em outras diáspora e que o mesmo é sentido fundamentalmente na própria Guiné-Bissau.

“Esta crise de 2014 a esta parte tem um cordão importante. Como foi possível evitar intervenções de forças estranhas ao processo democrático, isso permitiu que o povo pudesse compreender o quê que isso acontece, porque é que a Guiné vive ciclos intermináveis de instabilidade. Finalmente acho eu que o povo está para tomar a tal decisão da escolha dos seus legítimos representantes”, advogou.

Tudo isso, segundo a mesma fonte, dá confiança ao PAIGC, isto porque, ajuntou sabe do trabalho que fez enquanto Governo, dentro do partido para criar um quadro de disciplina e ordem, quadro este que, aliás, sugeriu, o país, também precisa.

“Portanto tudo que nós pedimos é que todas as forças políticas do país e todos os órgãos de soberania que respeitem esta ordem constitucional e o respeitem o direito do povo guineense de ir às urnas e escolher quem são os seus representantes. Não me parece ser exagerado pedir esse atendimento a um direito que assiste a todo povo guineense”, vincou.

FM/ZS

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