Retirada dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris preocupa Cabo Verde – MAA

 

Cidade da Praia, 02 de Jun (Inforpress) – O ministro do Ambiente disse hoje que a retirada dos EUA do Acordo de Paris sobre a redução do aquecimento da terra “preocupa” Cabo Verde, acrescentando que os americanos hão de dar a sua contribuição para um planeta melhor.

“Estamos em crer que os Estados Unidos da América (EUA), assim como as grandes potencias do mundo vão contribuir positivamente para revertermos esta situação que afecta todos nós”, precisou o responsável pelo departamento governamental de Agricultura e Ambiente, referindo-se às mudanças climáticas.

“Entendemos que a prazo os países do mundo vão se entender porque o problema das mudanças climática é global e diz respeito a todos”, indicou o governante.

Gilberto Silva fez estas declarações à imprensa à margem de um encontro que teve com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, a quem foi informar sobre as acções que o Governo vem levando a cabo no sector da água e saneamento, assim como as medidas de políticas que vem implementando em termos de reforma e investimentos.

Donald Trump, que já tinha criticado o Acordo de Paris durante a campanha, afirmou que o pacto, adoptado por quase 200 nações no final de 2015 e ratificado por 147, coloca em “permanente desvantagem” a economia e os trabalhadores norte-americanos.

Com esta decisão, os Estados Unidos “cessarão todas as implementações” dos seus compromissos climáticos fixados em Paris, que incluem a meta proposta pelo ex-presidente Barack Obama de reduzir até 2025 as emissões de gases de efeito de estufa entre 26% e 28% em relação aos níveis de 2005.

Concluído em 12 de Dezembro de 2015 na capital francesa, o acordo entrou formalmente em vigor em 04 de Novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.

Portugal ratificou o acordo de Paris em 30 de Setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo.

O acordo histórico teve como “arquitectos” centrais os Estados Unidos, então sob a presidência de Barack Obama, e a China, e a questão dividiu a recente cimeira do G7 na Sicília, com todos os líderes a reafirmarem o seu compromisso em relação ao acordo, com a excepção de Donald Trump.

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