Reforço significativo da conectividade é determinante para aceleração do processo de desenvolvimento da África – PM

Adis Abeba, 11 Fev (Inforpress) – O primeiro-ministro (PM), Ulisses Correia e Silva, defendeu hoje, em Adis Abeba, Etiópia, que “o reforço significativo da conectividade é determinante para a aceleração do processo de desenvolvimento da África”.

O chefe do Governo intervinha por ocasião da apresentação do relatório sobre o Mercado Único de Transporte Aéreo Africano, pelo Togo, durante a 32ª sessão ordinária da Conferencia da União Africana (UA), que decorre em Adis Abeba.

Disse entender que desenvolver as relações intra-africanas e com o mundo “só é efectiva com boas conectividades a nível dos transportes, das telecomunicações e das TIC”.

Segundo Ulisses Correia e Silva, a conectividade “é determinante” também no que toca à mobilidade de pessoas, o comércio, o investimento, o turismo, o acesso aos mercados, a circulação e a partilha de conhecimento, da ciência, da tecnologia e da cultura que, conforme disse, “só se conseguem com boas conectividades”.

“A África é o único continente que não tem nenhum aeroporto na lista dos MegaHubs mundiais”, reconheceu Ulisses Correia e Silva, adiantando, no entanto, a existência de “um mercado actual e potencial enorme” faltando apenas “soluções integradoras que liguem com facilidade e competitividade os diversos países africanos entre si e com o resto do mundo”.

“Por estas razões partilhamos o sentido de prioridade concedido pela UA ao Mercado Único de Transporte Aéreo Africano”, garantiu o chefe do Governo cabo-verdiano que aproveitou a ocasião para “informar que Cabo Verde tem em curso o processo de liberalização da sua zona de tráfego aéreo, de acordo com as recomendações da decisão de Yamoussoukro”.

Ulisses Correia e Silva anunciou, ainda, que Cabo Verde vai acolher, de 27 a 29 de Março, a primeira Conferência Ministerial de Turismo e Transporte Aéreo em África, um evento que “terá como promotores não só o Estado de Cabo Verde, como também a Organização Mundial do Turismo (OMT) e a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI)”.

“Com isso, Cabo Verde quer dar o seu contributo para a abertura total do céu africano, visando uma maior integração do nosso continente e sua globalização”, explicou o primeiro-ministro, adiantando que com a criação da Zona de Comércio Livre e o Mercado Único de Transportes, enquadrados por ambientes de estabilidade política, instituições fortes e capital humano feliz e qualificado, “a África acelerará o seu desenvolvimento”.

HF/CP

Inforpress/Fim