Rádio pública tem contribuído “fortemente” na consolidação da democracia e do desenvolvimento – director (c/áudio)

Cidade da Praia, 13 Fev (Inforpress) – O director da Rádio de Cabo Verde (RCV) afirmou hoje que a rádio, em Cabo Verde, continua a ter “grande importância” como meio com “maior penetração” que contribui na consolidação da democracia e do desenvolvimento do País.

Em declarações à Inforpress a propósito do Dia Mundial da Rádio, que se assinala hoje, Humberto Santos disse que a RCV, pelas condições que dispõe, é o meio que permite “o maior acesso das populações” e a “participação de todos de forma igualitária”, isto através da sua “vasta programação” feita por profissionais de “grande qualidade”.

De uma forma geral, realçou, as rádios, aliadas às próprias características de Cabo Verde, que é um País com “alguma taxa de analfabetismo”, com deficit com hábitos de leitura e por ser um arquipelágo, continua a ser ainda hoje o “meio privilegiado” para “formar, informar e sensibilizar” as pessoas e chegar às zonas encravadas.

“A RCV é o meio que mais promove o diálogo e o confronto de ideias, temos por exemplo programas de debate público, como Directo ao Ponto, para além de transmitir quinzenalmente cerca de seis horas de debate no parlamento, temos também programas voltados para o debate de questões de interesse público” precisou, ressaltando que são programas que foram desenhados para “dar voz” a todos e “promover a tolerância e transmissão de valores”.

Entretanto, afirmou que a nova era digital, em que as pessoas estão tendo cada vez mais as informações através da Internet, o “grande desafio” da actualidade é fazer com que a RCV acompanhe as mudanças provocadas pelo surgimento das novas tecnologias, lembrando, por outro lado, que neste sentido a empresa tem evoluído nos últimos tempos, ao lançar uma aplicação para dispositivos móveis, visando permitir cada vez mais a modernização das plataformas de difusão da rádio.

Humberto Santos defendeu, contudo, a necessidade da “maximização da utilização das plataformas digitais”, indicando a este propósito que é preciso também promover a capacitação dos profissionais da área  multimédia, uma medida que requer recursos financeiros mas que, ajuntou, numa empresa deficitária como a RTC, que detém a RCV (radio) e a TCV (televisão), conquistas que “paulatinamente se vão alcançando”.

Questionado se a RCV tem sabido desempenhar e cumprir a sua missão enquanto rádio pública, salientou que hoje a rádio pública tem “mais consciência” do seu papel na sociedade, daquilo que pode fazer, sustentando que todos os programas foram reavaliados, visando responder às necessidades do interesse público.

“Costuma-se dizer que a RCV é um órgão de excelência no País porque conseguimos ter profissionais de grande qualidade que acabam por proporcionar uma programação muito útil ao país e isso tem contribuído no fortalecimento da democracia cabo-verdiana e do desenvolvimento do país”, declarou.

Por outro lado, Humberto Santos sustentou que a maior limitação da empresa continua a ser a falta de recursos financeiros, “um constrangimento que infelizmente dificulta no alcance de objectvos maiores”, daí a importância de a RCV “apostar mais” na produção e emissão de conteúdos, nomeadamente as grandes reportagens.

O Dia Mundial do Rádio é comemorado em 13 de Fevereiro em homenagem a primeira emissão de um programa da United Nations Radio (Rádio das Nações Unidas), em 1946. A transmissão do programa foi em simultâneo para um grupo de seis países.

A data foi criada e oficializada em 2011, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado apenas em 2012.


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