ANMCV considera declarações de Janira Hopffer Almada sobre PRRA “desonestas e inqualificáveis” (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O vice-presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV) classificou hoje de “desonestas e inqualificáveis” as declarações proferidas por Janira Hopffer Almada sobre a decisão do Governo em transferir o PRRA para as câmaras municipais.

Esta quarta-feira, a líder do PAICV disse em declarações à imprensa “esperar que o primeiro-ministro e o seu Governo não caiam na tentação de utilizar a verbas do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) para preparar as eleições autárquicas do próximo ano.

Herménio Fernandes, vice-presidente da ANMCV, reagiu hoje em conferência de imprensa na Cidade da Praia considerando que “é de uma desonestidade tamanha e inqualificável as declarações da líder do PAICV “.

“Eu fico triste, porque uma pessoa que já foi governante e passou uma boa parte da sua vida política no Governo deveria ter mais cautela e ser mais solidária com os municípios”, disse  Hérménio Fernandes”.

Fernandes, que é também presidente da Câmara Municipal de São Miguel, lembrou que este programa assinado em Março de 2018 no valor de 20 mil contos e a ser implementado até 2021, trata-se do “maior programa de infra-estruturação de municípios concebido em Cabo Verde.

De acordo com o autarca, este programa, além de ser abrangente, consegue responder a vários desafios e constrangimentos dos municípios, uma vez que vai incidir na requalificação urbana e ambiente, da orla marítima, no desencravamento das localidades e nas reabilitações de seis mil habitações e dos centros históricos.

“É um programa transparente assinado com todos os 22 municípios do país, tem tido um acompanhamento rigoroso da parte de todas as inspeções dos fundos, ou seja, da Inspecção Geral das Finanças e do Tribunal de Contas”, assegurou.

Por isso, o autarca aconselhou a líder do PAICV a “arrepiar caminho” porque “não há nada de ilegal” nos contractos-programas que foram assinados, uma vez que a execução dos fundos acontece com “toda normalidade”.

“A inspecção vai aos municípios, visita as obras e pede todas as informações que são facultadas, e há relatórios produzidos. Portanto, a suspeição levantada é de uma desonestidade que nós não compreendemos”, conclui.


OM/FP

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