PR defende que é preciso olhar para a seca como uma realidade permanente (c/áudio)

Cidade da Praia, 13 Mar (Inforpress) – O Presidente da República (PR), Jorge Carlos Fonseca, defendeu hoje que é preciso olhar para a seca como uma realidade quase permanente com a qual se deve conviver e tirar as devidas consequências.

Jorge Carlos Fonseca discursava em São Domingos, interior da ilha de Santiago, durante a sessão solene a que presidiu, no âmbito das comemorações dos 25 anos da criação deste município vizinho da capital.

O chefe de Estado relembrou que os municípios rurais têm enfrentado dificuldades resultantes das fracas e irregulares precipitações pluviométricas e “outros constrangimentos” que afectam a agricultura e a pecuária.

“Recentemente, a problemática da escassez da água atingiu proporções sérias”, indicou Jorge Carlos Fonseca, completando que “felizmente, numa articulação entre os governos central e local a situação foi ultrapassada”.

Mas, para o PR, esta realidade apenas no quadro de um “enfoque completamente diferente” da que tem sido utilizada pode ser enfrentada de “forma adequada”.

“É preciso olharmos para a seca como uma realidade quase permanente com a qual temos de conviver e retirar as devidas consequências”, acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca é de opinião que, neste quadro, “é muito importante” que novas abordagens, relativamente aos produtos a serem cultivados, às técnicas a serem utilizadas, ao perfil do agricultor a ser estimulado, sejam definidas com a clareza possível e, de acordo com as características locais, tendo sempre em conta a escassez da água.

“O aproveitamento de outras potencialidades locais, como o turismo rural, deve, também, ser estimulado”, acrescentou o PR para quem, tendo em consideração os recentes anos de seca, importa reflectir sobre o impacto e a estruturação dos programas concebidos para os enfrentar, de forma a se retirarem as “lições pertinentes”.

Por isso, entende que é “imperativo” que os concelhos rurais preparem o novo ano agrícola não afastando nenhum cenário e antecipando algumas medidas preventivas que, em função das necessidades, vão sendo accionadas ao longo do período que define o ano agrícola”.

GSF/CP

Inforpress/Fim