Presidente da Câmara Municipal da Praia diz que autarquia está aberta para propostas de cidadão

Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, disse hoje, à saída de um encontro com a Associação Pró-Praia, que a autarquia está aberta para receber propostas de cidadãos, desde que as mesmas estejam “bem fundamentadas”.

No encontro, que demorou pouco mais de uma hora, a Pró-Praia começou por desejar um bom ano à equipa da Câmara Municipal da Praia e reconhecer o trabalho que aquela autarquia tem feito até esta parte.

Prosseguindo, de entre vários outros pontos, falou-se do bairro da Cidadela, com a Pró-Praia a pedir respostas da autarquia da capital às condições de esgotos, iluminação pública, água e asfaltagem. Outra sugestão daquela associação tem a ver com a zona do Taiti, onde defende a “qualificação desse único espaço verde do centro da cidade, evitando mais edificações do tipo comércio chinês”.

Sobre a mesa estiveram também as obras do largo do Hospital Agostinho Neto (HAN), em que a Pró-Praia defendeu que as mesmas deveriam ser feitas de forma a não restringir a fluidez do trânsito e reduzir o perímetro “que tão bem serviu ao HAN em tempos de epidemias e emergências”.

Por seu turno, já em declarações ao jornalista, o presidente da Câmara Municipal da Praia disse que no decurso de execução de qualquer projecto, várias questões aparecem. Por isso, defendeu que as pessoas têm que conhecer os projectos para opinar com autoridade.

“É normal que as pessoas tenham opiniões divergentes, mas a experiência nos mostra que uma obra quando é mais contestada é aquela que as pessoas gostam mais no final”, ajuntou Óscar Santos, para quem o mais importante é que as pessoas sejam informadas dos projectos e que os mesmos tenham “um bom curso” e que sejam financiados no seu tempo.

Falando das obras do largo do HAN, Óscar Santos esclareceu que aquele projecto é o resultado de um plano detalhado proposto pela anterior direcção do Hospital Agostinho Neto e aprovado pela Assembleia Municipal em 2014.

“O projecto esteve em consulta pública e ninguém contestou nada. Mesmo o projecto inicial já foi alterado, só que ainda não se traduziu na prática, porque a obra está parada em virtude da féria natalícia da empresa executora”, completou.

Em relação ao Taiti, onde a Pró-Praia pede a criação de um espaço verde, Óscar Santos ressaltou que se está a falar de um “terreno privado”.

“Temos de respeitar o terreno privado. Já foi reservado um espaço, pelo menos, no corredor para preservar o tão falado pulmão verde. Nós estamos a falar de uma obra privada, de um terreno privado, de um projecto que foi aprovado pela câmara municipal e não há nada a dizer. Nós não podemos confiscar aquilo que é privado”, disse

O autarca reforçou ainda que “tudo que é obra na cidade é sempre bem-vinda”, mas advertiu que “a câmara não deve estar a aí a confiscar porque as pessoas acham que esse sítio dever ser um pulmão verde”.

“Só o custo da expropriação, mais a construção, ultrapassaria a capacidade da câmara”, assegurou Óscar Santos, avançando que a edilidade tem também uma proposta de criar um pulmão verde na zona do Fonton.

“Nós vamos adquirir uma parte do terreno para satisfazer a Cidade da Praia, que precisa, de facto, de um espaço verde”, disse.
Prosseguindo, Óscar Santos disse que a Câmara Municipal da Praia está aberta para ouvir opiniões das pessoas.

“Se houver alterações a serem feitas, nós não temos nenhum problema em alterar projectos, desde que não ponha em causa aspectos da arquitectura, do plano aprovado pela Assembleia Municipal. Nós estamos abertos a discutir, desde que as propostas estejam bem fundamentadas. O que se nota é que as pessoas realmente reagem a aquilo que se diz… se diz”, finalizou.

GSF/JMV

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