Presidente  da Associação de Senegaleses de Origem Cabo-verdiana de Thies quer conservar a identidade de seus pais

Cidade da Praia, 17 Jan (Inforpress) – O presidente da Associação de Senegaleses de Origem Cabo-verdiana (ASOCV) disse hoje que um dos seus objectivos é “conservar a identidade cultural” dos seus pais que emigraram para o Senegal nas décadas de 20 e 30.

“Somos senegaleses, mas sentimos também a nossa cabo-verdianidade”, afirmou Manuel Fortes, em declarações  à Inforpress, a propósito  da visita que está a realizar a Cabo Verde, integrando a delegação da Associação das Mulheres Cabo-verdianas Católicas  do Senegal.

Manuel Fortes é filho de pai nascido no município de São Miguel (interior de Santiago) e de mãe nascida no Senegal. Há quatro anos que está à frente  da referida associação que fica na cidade de Thies, a cerca de 70 quilómetros de Dakar.

“Falámos o crioulo com o wolof e o francês à mistura, mas dá para perceber”, indica Manuel Fortes, um dos cerca dos 400 cabo-verdianos de origem senegalesa que vivem em Thies e procuram “preservar” a cultura dos seus antepassados.

Dispõem de uma casa de cultura financiado, segundo ele,   pelo anterior Governo de Cabo Verde, mas tem a garantia do actual executivo que  já prometeu apoiar a reparação desse imóvel,   que se reveste de “muita importância” na conservação da cultura cabo-verdiana.

Conhecia Cabo Verde pela estória que os seus pais lhe contavam, mas agora  pôde pisar o solo que um dia vira nascer o seu pai.

“É a primeira vez que venho a Cabo Verde e estou muito contente com o que tenho visto até ao momento. Praia é uma cidade limpa e bem arrumada”,  congratulou-se Manuel Fortes, que prometeu, doravante, visitar regularmente o arquipélago.

 

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