Presidência da República desmente que indumentária de Jorge Carlos Fonseca seja financiada pelo erário público

Cidade da Praia, 13 Fev (Inforpress) – A Presidência da República desmentiu hoje que a indumentária de Jorge Carlos Fonseca esteja a ser financiada pelo Orçamento do Estado (OE), conforme deixou transparecer um artigo publicado terça-feira, 12, pelo jornal online Santiago Magazine.

Em nota de imprensa a que a Inforpress teve acesso, o Gabinete da Presidência da República esclarece que o montante de 2.605.829 escudos, constante da rúbrica “Vestuário e Calçado”, do OE-2019, destina-se “tão-somente, aos seguranças pessoais do Presidente da República, pessoal de apoio operacional, nomeadamente condutores, recepcionistas, encarregados de serviços gerais e jardineiros, num total de 58 pessoas”.

A Presidência da República explicou, ainda, que esta situação não foi introduzida pelo actual ministro das Finanças, mas sim já vinha da estrutura do OE desde o primeiro mandato de Jorge Carlos Fonseca, ou seja, ao tempo em que o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) era poder.

Quanto ao valor de 7.500.000 escudos para os combustíveis e lubrificantes, a nota clarifica que esta verba se destina ao “consumo imediato” por todas as viaturas que fazem parte do parque automóvel da Presidência da República, num total de 16 viaturas existentes em Santiago e São Vicente.

Relativamente às acusações segundo as quais Jorge Carlos Fonseca beneficia de rendas de aluguer de casas, a nota elucida que o único contrato de aluguer efectuado pela Presidência da Republica, com uma renda mensal de 75.000$00, destina-se a albergar a Guarnição Presidencial.

O mesmo documento lembra que o Presidente da República reside no apartamento onde sempre viveu e que só “muito recentemente se iniciaram as obras de reabilitação da residência oficial, na Prainha”, que se degradou ao longo dos anos.

“Todos os cabo-verdianos sabem que o Presidente sempre se recusou a deixar o seu apartamento para morar numa residência cuja renda mensal rondaria os quatrocentos contos mensais”, concluiu o documento.

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