Porto Novo/Mau ano agrícola: Delegado do MAA pede flexibilidade na atribuição dos créditos aos criadores de gado

 

Porto Novo, 12 Dez (Inforpress) – As organizações de micro-finanças, que vão gerir o crédito disponibilizado pelo Governo no quadro do programa de emergência para salvamento do gado e mitigação da seca, devem ter “muita flexibilidade” nesse processo para não afastar os criadores.

Quem o defende é delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) no Porto Novo, Joel Barros, lembrando que está perante um programa de emergência num ano de seca muito particular neste concelho, com o maior efectivo pecuário a nível do país.

“Se temos um programa que se diz de emergência, a própria instituição de micro-crédto deve ter a flexibilidade necessária para não afastar os criadores”, avançou Joel Barros, alertando que o período mais critico neste concelho está ainda por vir.

“Atenção, o período mais critico neste concelho só acontece em Abril/Maio, altura em que o tempo estará mais quente”, avisou este responsável, esperando, por isso, toda a complacência das organizações de micro-finanças no atendimento aos criadores, para que a linha de credito cumpra os seus objectivos.

Joel Barros garante que o MAA vai prestar às organizações toda a colaboração possível para facilitar o processo de concessão dos créditos, que devem ser disponibilizados em 48 horas.

O Governo disponibilizou, no âmbito do programa de emergência, uma linha de crédito num montante de 50 mil contos para todo território nacional, havendo a possibilidade da mesma ser reforçada caso seja necessário, segundo o director-geral da Agricultura, José Teixeira.

No concelho do Porto Novo, onde existem mais de duas centenas de criadores com um efectivo à volta de 16 mil cabeças de gado, o credito é concedido através das organizações OMCV e Morabi.

Entretanto, Alguns criadores, abordados pela Inforpress, dizem duvidar da eficácia dessa linha de crédito, devido às condições impostas para se ter acesso ao financiamento, como a obrigatoriedade de apresentar avalistas (fiadores) ou hipotecas de bens, além do curto espaço de tempo para começar a pagar o empréstimo.

Além do crédito, o Governo vai colocar à disposição dos criadores ração “a um custo acessível”, que consiste na redução de 20% do custo dos produtos (sêmea, milho e outros).

JM/JMV

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