Porto Novo: Agricultores em Ribeira das Patas pedem investimentos na mobilização de água para relançar sector agrícola local 

Porto Novo, 14 Mar (Inforpress) – As associações de agricultores em Ribeira das Patas, a maior bacia hidrográfica de Santo Antão, voltam a mostrar a sua preocupação com a situação da agricultura nessa localidade, defendendo investimentos na mobilização de água para relançar o sector.

A Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP) considera que a agricultura nesse vale tem estado em “declínio” devido à escassez da água para rega e propõe, como prioridade, a mobilização de água para redinamizar o sector agrícola local.

Conforme o representante desta associação, Arlindo Delgado, o relançamento da agricultura em Ribeira das Patas passará, “efectivamente”, por “uma forte aposta” na mobilização de água, uma preocupação que os agricultares têm estado a manifestar ao longo desses anos, lembrou.

Também, a associação dos agricultores de Lagoa/Catano, em Ribeira das Patas, reclama a implementação de projectos visando a mobilização de água para relançar a agricultura nessa bacia que, segundo estudos já efectuados, dispõe de um potencial, em termos de recursos hídricos, à volta de cinco milhões de metros cúbicos de água.

Porém, menos de um terço desse potencial é, actualmente, explorado, razão pela qual  o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) já definiu como “um dos principais desafios” para Ribeira das Patas, no âmbito do projecto de reordenamento dessa bacia, com arranque previsto para 2019, “triplicar” a taxa de exploração dos recursos em água.

Além da mobilização de água, o MAA pretende apostar ainda, nesta fase, na correcção torrencial.

O projecto de reordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira das Patas, com início previsto para este ano, vai exigir investimentos na ordem dos dois milhões de contos, até 2035.

Jorge Luís/Ribeira da Cruz (Porto Novo) e Garça (Ribeira Grande) são outras bacias hidrográficas em Santo Antão que vão ser implementadas, a partir deste ano, e durante os próximos 15 anos, num investimento a rondar os dois milhões de contos.

JM/ZS

Inforpress/Fim