PAICV considera “extemporânea” decisão da CMP que autoriza alargamento da área de cobertura da EMEP

Cidade da Praia, 09 Jan (Inforpress) – O presidente da bancada municipal do PAICV considerou hoje “extemporânea” a decisão da Câmara Municipal da Praia (CMP), que autoriza o alargamento da área de cobertura da EMEP para os bairros do Palmarejo, Achada Santo António e Várzea.

Vladimir Silves fez esta declaração em conferência de imprensa, reagindo à publicação, no Boletim Oficial, da deliberação aprovada pela edilidade praiense, sobre a criação de novas zonas de estacionamentos de duração limitada no município.

“Trata-se de uma decisão extemporânea e despropositada, quando ainda há muitos aspectos por melhorar na implementação deste mesmo modelo”, referiu, sustentando que alargar esta experiência a outros bairros alargará também problemas e queixas dos munícipes lesados.

Segundo este responsável, a extemporaneidade da medida “é flagrante” se se tomar como exemplo o Palmarejo, onde se pretende implementar os parquímetros, nas imediações da obra embargada na praça deste mesmo bairro.

Isso porque, explicou, não se sabe quando o término do empreendimento que, por si só, “já previa a construção de um parque subterrâneo pago para cerca de 200 viaturas”.

Estranhou também a instalação de parquímetros em Achada Santo António e Várzea, “bairros essencialmente residenciais”, salientando que as razões da medida “são meramente comerciais”.

“Disciplinar o trânsito por via monetária é uma possibilidade entre várias outras. Entretanto, não sei se é a única forma possível na capital, seja sempre por via de parquímetros e de pagamento”, contestou.

Vladimir Silves questionou também a construção de estacionamentos nas imediações do Hospital Agostinho Neto, “por se tratar de uma zona de urgência e de tráfego com alguma sensibilidade”, encurtando a estrada daquela região.

Ainda assim, sublinhou que a bancada do PAICV não se posicionou sobre a questão oficialmente, porque o partido “aguarda mais informações” sobre o projecto e, porque também, a obra ainda está em curso e “não se consegue vislumbrar” o seu produto final, “se trará vantagens ou desvantagens”.

Por fim exortou a CMP no sentido “de se abrir ao diálogo” com os munícipes e que “seja humilde” na forma como reage aos posicionamentos dos demais órgãos do Estado, nomeadamente os tribunais e a Provedor de Justiça.

HR/ZS

Inforpress/Fim