Navio da marinha portuguesa detectou oito actos de pirataria no Golfo da Guiné

Cidade da Praia, 08 Fev (Inforpress) – O navio da marinha portuguesa “Álvares Cabral”, que esteve em missão “Mar Aberto” de 01 a 06 deste mês, nesta região, detectou oito actos de pirataria marítima no Golfo da Guiné a cerca de 90 milhas da Nigéria.

A informação foi hoje avançada, pelo comandante da missão e capitão-de-mar-e-guerra, da fragata da marinha portuguesa, Nuno Noronha Bragança, durante uma conferência de imprensa para balanço das acções levadas a cabo com as autoridades cabo-verdianas e da região da costa ocidental africana, que acontece no âmbito da cooperação técnico-militar e diplomática.

Segundo explicou, foram detectados oito actos de pirataria marítima no Golfo da Guiné, fora da área de soberania territorial dos países daquela região, procedimentos esses que não tiveram sucesso graças ao trabalho de evolução e do conhecimento levado a cabo e que permitiram desfraldar as intenções preconizadas pelos piratas junto da navegação mercantes.

“Com este trabalho de constância das marinhas e da guarda costeiras da região e em cooperação com outros parceiros que conseguimos criar esse conhecimento e evolução permitindo incrementar aquilo que é a segurança marítima na região”, precisou o comandante que avançou que o acto aconteceu dentro da Zona Económica Exclusiva (ZEE) a cerca de 90 milhas de costa da Nigéria.

Nuno Noronha Bragança afirmou que a segurança efectiva marítima dos países é uma aspiração que procuram sempre atingir, tendo assegurado que Cabo Verde está preparado para garantir essa segurança uma vez que tem feito um “bom trabalho” de evolução, mas sublinhou que as forças armadas e marinha nunca estão satisfeitas sendo que estão conscientes de que precisam sempre de treinos, evolução, conhecimentos e trocas de conhecimentos.

Disse que essa missão tem sido de continuidade, de parceria e do reforço daquilo que são os aspectos da confiança mútua, com resultados muito profícuo, interessante e intenso com acções desenvolvidas a nível da intrusão, apoio de manutenção, fiscalização e vigilância nas áreas de jurisdição e soberania de Cabo Verde em conjunto Polícia Judiciaria, Polícia Marítima e a Inspecção de Pescas.

“É nesta parceria constante e permanente que se tem transmitido de ano para ano e que vem reforçar aquilo que é a qualidade da Marinha, da Guarda Costeira, dos Fuzileiros portugueses e cabo-verdianos”, revelou o comandante para quem os militares cabo-verdianos “têm evoluído ano após ano”.

Por seu turno, o comandante da Guarda Nacional de Cabo Verde, Armindo Miranda, considerou que a cooperação desenvolvida com Portugal tem sido “muito boa e com frutos em todos os patamares”.

“Estamos a trabalhar em conjunto com treinos e abordagens para podermos garantir a segurança quer no mar quer na terra”, assegurou o comandante garantindo que a missão tem dado bons resultados, mas salientou que é preciso estar em permanência em termos de segurança marítima e territorial.

Adiantou que as Forças Armadas de qualquer país nunca estão “satisfeitos” tendo em conta os perigos que acontecem todos os dias e as ameaças actuais, assegurando que estão a trabalhar os recursos humanos para qualquer e eventuais circunstâncias.

O navio “Álvares Cabral” esteve atracado no porto de Mindelo e da Praia, de 29 de Janeiro a 08 de Fevereiro em missão de cooperação no domínio da Defesa com Cabo Verde, e tem levado a cabo nos últimos dias diversas acções de treino e cooperação com as Forças Armadas cabo-verdianas.

Comandado pelo capitão-de-fragata Alexandre Santos Fernandes, o navio tem embarcado 159 militares, uma equipa de fuzileiros e estagiários da Guarda Costeira uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.

AV/CP

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