Ministério da Educação inicia este ano avaliação aferida para conferir qualidade do sistema e das aprendizagens (c/áudio)

Cidade da Praia, 11 Fev (Inforpress) – O Ministério da Educação vai iniciar este ano lectivo no 2º e 6º ano de escolaridade a avaliação aferida, um instrumento que visa conferir, a nível nacional, a qualidade do sistema e das aprendizagens dos alunos.

A afirmação é da ministra da Educação, Maritza Rosabal, em declarações à imprensa momentos antes do encontro de socialização da avaliação aferida 2018/2019, que o ministério manteve, hoje, com os parceiros locais e delegados da ilha de Santiago.

Para a introdução deste instrumento de avaliação, a ministra da Educação avançou que uma equipa está a trabalhar na institucionalização de um sistema de avaliação das aprendizagens contínua e sistemática, que permita avaliar o impacto das medidas e da qualidade do sistema educativo.

Conforme a governante, esta medida figura no Plano Estratégico da Educação 2017-2021 e é parte integrante de um conjunto de acções em curso para o reforço da eficiência e da gestão da educação, visando assim contribuir para a construção de uma “educação inclusiva e de excelência”.

“A avaliação aferida é um instrumento que permite, a nível nacional, conferir a qualidade do sistema e das aprendizagens dos alunos. Neste caso, são provas que se aplicam a nível nacional, este ano no 2º ano de escolaridade e no 6º ano de escolaridade e vai ser aplicado nas disciplinas de língua portuguesa e matemática”, disse.

As provas, segundo explicou, não vão ter qualquer incidência no resultado do aluno, pois servirão apenas para avaliar o aluno e permitir a comparabilidade a nível internacional.

Relativamente à avaliação, esclareceu que vários exercícios foram realizados no ano de 1997, e em 2001, em que se fez uma pesquisa qualitativa onde surgiu a aplicação da prova, em 2010 e em 2014, mas sem, contudo, ter sido institucionalizado.

“Neste momento a própria orgânica do ministro contempla a criação da unidade da avaliação. A avaliação indica como se está desenvolvendo as aprendizagens e se o que se está a aprender se adeque ao necessário para que possamos tomar medidas”, precisou.

Neste processo, afirmou, o que se pretende de abordagem, metodologias e de como se aplicam os parâmetros internacionais é a realização de exercícios periódicos, a cada dois ou três anos, visando a actualização do sistema.

Para Maritza Rosabal, tudo isso é importante uma vez que pode indicar algo relacionado com a formação dos professores, pelo que considera ser necessário a prática do avaliar para se poder agir.

Após o encontro com os delegados da ilha de Santiago, encontros semelhares serão realizados com os delegados da Educação das outras ilhas.

PC/AA

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