Maienses consideram ilegal a cobrança da taxa de impresso na factura de água

Porto Inglês, 17 Mar (Inforpress) – A taxa de impresso que consta da factura de água, que vem sendo cobrada pelo Serviço Autónomo de Água e Saneamento há vários anos, está a ser contestada e é considerada pelos maienses como sendo ilegal e pedem a sua suspensão.

Em conversa com a Inforpress hoje, o munícipe Carolino Santos disse que esta reclamação vem sendo apresentada há algum tempo junto do SAAS, assim como junto da ARE e actual ARME, mas, mesmo assim, nenhuma medida tem sido tomada, e que enquanto isso os clientes estão a pagar uma taxa de forma ilegal, sublinhando que este encargo deveria ser assumido por aquela instituição.

Conforme avançou Carolino Rodrigues, apesar de várias insistências junto das instituições com responsabilidade no ramo, a situação contínua na mesma, para o desagrado dos clientes, que vêm pagando a quantia anual de 600 escudos.

Este consumidor já fez as contas e concluiu que se o SAAS tiver, por exemplo, 200 clientes, acaba por arrecadar, de forma ilegal, quase 2.000 contos anuais e ninguém sabe o destino que se dá aos mesmos”.

Carolino Rodrigues aproveitou a ocasião para exortar a nova empresa Águas e Energias do Maio, que vai ser formalizada, após a deliberação hoje da Assembleia Municipal, quanto à extinção do SAAS, que venha suspender a referida taxa, para que os consumidores possam deixar de pagar esta quantia e vai mais longe dizendo que é necessário também suspender a taxa de aluguer de contador, montante que é pago de forma intemporal.

“Pelo que sabemos, ADECO já tem apresentado uma queixa nos tribunais quanto a este pagamento, contra as empresas de fornecimento de água como da Electra, porque os consumidores pagam a vida inteira esta taxa sem ter a posse dos mesmos, por isso consideramos a eliminação destas taxas como sendo um grande ganho para os clientes” afiançou.

Por seu lado, o munícipe Tomas Andrade defende a mesma posição, afirmando que a taxa de impressão que vem sendo cobrada pelo Serviço Autónomo de Água e Saneamento “é ilegal” e questiona para quando a sua anulação, tendo em conta que a mesma vem sendo paga há vários anos, sem que os consumidores saibam o porquê disso, porque na sua opinião os consumidores estão a ser “altamente prejudicados” com esta tarifa.

“Exortamos à direcção da nova empresa que venha ser mais transparente e que venha ter mais responsabilidade na tomada das medidas quanto á eliminação desta taxa que consideramos ser ilegal, porque a impressão das facturas é da responsabilidade do SAAS. Aliás, este serviço tem sido subsidiado pela Câmara Municipal”, sublinhou.

O nosso entrevistado disse ainda que a população de Morrinho está indignada com o SAAS, visto que já lá vão quase uma semana que aquele povoado não tem sido abastecido com água potável na rede, deixando as famílias sem este líquido precioso em casa.

E para agravar a situação, sublinhou, o SAAS não informa a população dos problemas e para quando a resolução dos mesmos.
Aquele munícipe disse ainda estranhar esta situação que vem repetindo frequentemente nos últimos meses, não obstante a ilha ser contemplada recentemente com o projecto WASH, no quadro do financiamento do MCA, no valor de 120 mil contos.

Ivandro Monteiro também afina na mesma diapasão, considerando que o SAAS tem vindo a laborar na ilegalidade, ao cobrar uma taxa mensal de 50 escudos na cobrança da factura de água.

Lembrou que tinha sido garantido, aquando da inauguração da rede de abdução de água da ilha, que a localidade de Morrinho não iria sofrer com o abastecimento da água.

De acordo com aquele morador, foi afirmado que, em caso de avaria na estação de produção de Ponta Preta, a localidade seria abastecida pela estação de produção situada na localidade de Pedro Vaz, no entanto isso não tem acontecido, deixando a população sem fornecimento de água por vários dias.

WN/JMV

Inforpress/Fim