Liceu Domingos Ramos assinala aniversário da morte do seu patrono de olhos na cooperação com Embaixada da Guiné-Bissau

Cidade da Praia, 10 Nov (Inforpress) – A direcção do Liceu Domingos Ramos assinalou hoje o 52º aniversário da morte do seu patrono, Domingos Ramos, de “olhos postos” no estreitamento das relações com a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde.

O liceu e a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde associaram-se para celebrar esta efeméride, com uma visita do embaixador M´balá Alfredo Fernandes a esse estabelecimento de ensino, envolvendo ainda várias actividades culturais e uma palestra sobre “Percurso de Domingos Ramos e as perspectivas de futuro entre a República da Guiné-Bissau e a de Cabo Verde”.

Durante a palestra, o director do liceu, José Fernandes recordou a história da luta de independência de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, em que fez parte o patrono do Liceu Domingos Ramos.

O mesmo destacou ainda a coragem e a humidade daqueles que deram à vida pela causa da independência dessas duas nações, como é o caso de Domingos Ramos e de Amílcar Cabral, tendo realçado o engajamento dos outros combates, como Carlos Reis, Pedro Pires, ao decidirem enfrentar o colonialismo.

Segundo José Fernandes, este liceu carrega o nome de um dos combates, falecido três anos depois da luta (1966), pelo que a sua direcção quer continuar “a valorizar e a preservar a memória daqueles que lutaram e continuaram a dar o seu legado histórico para a história contemporânea da África”.

É com este propósito que José Fernandes realçou que propõem estreitar as relações com a Embaixada da Guiné-Bissau em Cabo Verde, gesto acolhido também de bom agrado pelo embaixador M´balá Alfredo Fernandes, manifestando o desejo de cooperar “para resgatar os valores culturais e históricos que os unem”.

“Estamos a prever assinar protocolos no sentido de não só promover actividades aqui na escola, mas também depois das eleições, fazer uma visita guiada dos melhores alunos deste Liceu a Bissau, para que possam conhecer a realidade guineense” anunciou o embaixador da Guiné-Bissau, M´balá Alfredo Fernandes.

Para este diplomata, é com grande satisfação que tomou conhecimento de que o nome de Domingos Ramos, nascido na Guiné-Bissau, atribuído ao Liceu de Platô, não foi uma imposição do partido naquela altura, mas sim foram os alunos que, ainda antes da independência, decidiram atribuir esse nome ao liceu que antes se chamava Adriano Moreira.

“Domingos Ramos para nós é e continuará a ser aquela pessoa que marcou a história da juventude guineense, porque aderiu a causa da luta com uma idade muito tenra e morreu muito novo”, sublinhou.

AM/FP

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