Libertadas 119 crianças-soldado por grupo armado no Sudão do Sul – Unicef

Nova Iorque, 12 Fev (Inforpress) – Um grupo de 119 crianças foi hoje libertado no Sudão do Sul, elevando para mais de 3.100 o número de crianças-soldado libertadas desde o início do conflito no país, anunciou a Unicef.

O grupo de crianças incluía 48 meninas e o elemento mais novo tinha apenas 10 anos, de acordo com a agência das Nações Unidas.

“Cada criança que consegue escapar a um grupo armado representa uma infância restaurada e um futuro recuperado”, sublinhou a directora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Henrietta Fore, em comunicado.

“Há cada vez mais crianças a ser libertadas pelos grupos armados e forças armadas no Sudão do Sul e, embora isto seja uma evolução significativa, há ainda um longo caminho a percorrer antes de conseguirmos que todas as mais de 19 mil crianças-soldado sejam devolvidas às famílias”, acrescentou.

No último ano, desde Fevereiro de 2018, mais de mil crianças foram libertadas por vários grupos armados no Sudão do Sul.

“Cinco meses após a assinatura de um acordo de paz no país, a Unicef desafia todas as partes envolvidas a reafirmarem os seus compromissos e a defenderem os direitos das crianças garantindo que nunca mais voltarão a ser soldados”, sublinhou a agência da ONU.

Esta libertação coincidiu com o Dia Internacional contra a Utilização de Crianças-Soldado.

Embora os dados exatos sobre o número de crianças utilizadas e recrutadas em conflitos armados sejam difíceis de confirmar devido à natureza ilegal do recrutamento, a Unicef estima que dezenas de milhares de meninos e meninas menores de 18 anos sejam usados em conflitos em todo o mundo.

“Muitos foram levados à força, enquanto outros se juntaram devido à pressão económica ou social. As crianças deslocadas ou que vivem na pobreza são ainda mais vulneráveis ao recrutamento. As crianças são recrutadas ou usadas para várias funções por forças armadas e grupos, incluindo combatentes, cozinheiros, portadores de armas, mensageiros e espiões, ou são sujeitos a exploração sexual”, sublinhou a Unicef.

Lusa/Inforpress

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