Jorge Santos acredita que Sete Sóis Sete Luas conste da candidatura da morna a património mundial (c/áudio)

Ribeira Grande, 04 Nov (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional disse acreditar que os 20 anos do festival Sete Sóis Sete Luas, na Ribeira Grande, faça parte do dossiê de candidatura da morna a património imaterial da humanidade.

Jorge Santos, que falava aos jornalistas no final do simpósio realizado este sábado, 03, na Ribeira Grande, para assinalar a efeméride, justifica a sua ideia explicando que nestes 20 anos “os melhores intérpretes da morna” passaram pelo palco do Sete Sóis Sete Luas.

O presidente do parlamento cabo-verdiano, na altura presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, disse estar particularmente feliz por poder participar nessa comemoração e recorda o entusiasmo com que a ideia foi recebida e o projecto implementado, apesar das “dificuldades existentes” na Ribeira Grande de então, sobretudo no aspecto logístico.

“Estou muito feliz por participar neste projecto cultural porque a cultura é o “cimento da paz”, disse Jorge Santos.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado, por seu lado, considerou que o “sentimento é de dever cumprido” porque ao longo dos 20 anos o festival sempre se realizou “sem qualquer interrupção” e, adiantou o autarca, procurou-se que o festival Sete Sóis Sete Luas fosse “melhorando ao longo dos anos”.

“O mais importante é vermos resultados”, disse Orlando Delgado, explicando que o objectivo do festival era aproximar a cultura das pessoas.

“Quando se constata que os maiores artistas de Cabo Verde, casos de Bana, Ildo Lobo, Cesária Évora, Tito Paris, entre outros, passaram pelo festival Sete Sóis Sete Luas dá para dizer que valeu a pena”, reforçou.

O director internacional da rede Sete Sóis Sete Luas referiu-se aos resultados já alcançados pelo festival, nomeadamente, a construção do Centrum, centenas de intercâmbios e outras actividades realizadas em várias áreas da cultura desde a música às artes plásticas, entre outras, e isso justifica a satisfação confessada por Marco Abbondanza.

O palco principal no Terreiro abriu pouco depois do final do simpósio com a participação do grupo Tammorra (Itália), Os Tubarões (Santiago), Victor Fonseca (Santo Antão), Kapa & Banda (São Vicente), Santo Antão Sete Sóis Band com Inês Linares (Portugal), Vacy Chantre (Santiago) e, a fechar, Elly Paris & Banda (São Vicente).




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