ISCEE organiza conferência sobre fraudes e fiscalização

Cidade da Praia, 18 Jan (Inforpress) – O Instituto Superior Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) levou hoje a comunidade académica reflectir com profissionais especialistas que actuam no mercado os tipos de fraudes e a fiscalização, enquadrada no ciclo de conferências mensais daquela instituição.

Conforme o promotor desta iniciativa, Ulisses Vieira, o ciclo de conferências, inserido no Projecto “ISCEE em Debate”, tem como objectivo levar pessoas com conhecimento à universidade, para analisar assuntos de interesse social com os alunos e discentes daquela instituição, ampliando o espaço de aprendizagem.

O ciclo de conferências levou à mesa temas como “As fraudes e diversos tipos de fraudes”, preferida pelo presidente da Ordem Profissional dos Auditores e Contabilistas Certificados (OPACC), José Mário Sousa, e “Fiscalização e Desenvolvimento”, proferida pelo Inspector-Geral da Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), Elisângelo Monteiro.

Para Ulisses Vieira, trata-se de temas bastantes pertinentes que afectam as sociedades nos dias actuais, pelo que as instituições, para além das políticas criminais que são adoptadas, devem também assumir o seu papel ajudando na destas acções.

“Entendemos que, através deste projecto ISCEE em Debate, podemos fazer acções de sensibilização, mostrando que efectivamente a fraude, com as suas ramificações, não compensa e não traz vantagens”, explicou o promotor do ciclo de conferências.

O inspector-geral da IGAE, Elisângelo Monteiro, que foi um dos palestrantes, também defendeu a pertinência do debate, relançando que através deles se consegue mostrar aos universitários que o que aprendem no espaço académico será utilizado de forma mais sólida no dia-a-dia.

É necessário trazer aqui uma questão da fiscalização que não se fala no ambiente universitário, que não se encontra também em livros de Economia, mas é uma matéria interessante para que possam de facto conectar com o mundo real”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da OPACC, José Mário Sousa, explicou que elucidando os alunos sobre a fraude, já podem ter uma noção de como no futuro vão lidar com esses problemas. No entanto, aconselhou-os a estarem cientes e a serem honestos e íntegros, porque a fraude passa necessariamente pela apetência convite, interesse pessoal, falta de ética e deontologia.

“Caso esses valores forem cultivados, podem estar perante ameaças mas têm uma salvaguarda para se defender. Mas se forem vulneráveis e não fizer um esforço para contornar a situação, claro que vão ficar perante uma ameaça que poderá trazer consequências desastrosas para as suas vidas”, lembrou José Mário Sousa, que é também professor, acrescentando ainda que a fraude vai-se evoluindo à medida que a sociedade evolui.

CD/JMV

Inforpress/ Fim