Internet: Taxa de penetração em Cabo Verde ronda os 48%, segundo o presidente da ARME (c/áudio)

Cidade da Praia, 12 Mar (Inforpress) – A taxa de penetração de internet em Cabo Verde é de 48 por cento (%), média muito superior à do continente africano (36%) e inferior à média mundial (55%), revelou hoje o presidente da ARME, Isaías Barreto.

Em declarações à Inforpress, sobre o 30º aniversário da rede mundial (web) celebrado esta terça-feira, 12, o presidente do conselho de administração da Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME) disse que enquanto país do continente africano, o arquipélago está num patamar muito superior, mas está muito abaixo da média mundial.

“Os dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) indicam que a taxa de penetração em Cabo Verde ronda os 48%, a média mundial os 55% e a africana 36%”, afirmou o presidente do ARME, que reconheceu que é necessário fazer algum trabalho adicional nesta matéria.

Isaías Barreto, que foi Comissário da CEDEAO para a área das Telecomunicações, Tecnologias e Informação, mostrou-se confiante que com o lançamento e disponibilização comercial dos serviços de móvel (4G), que deverá acontecer antes do final do ano no país vai dar um passo “importante” na massificação do acesso à internet e na melhoria de utilização desta rede mundial de computadores.

“Se nós olharmos para a realidade africana que tem 1,2 mil milhões de habitantes, constatamos que a taxa de penetração é de apenas 36%, mas vários países estão a trabalhar para aumentar exponencialmente essa taxa, como é o caso do Mali que entre 2000 a 2018 aumentou seis vezes, e nos países como Benim, Serra Leoa, Nigéria, Moçambique nos últimos dois a três anos a taxa de penetração aumentou duas vezes”, apontou sublinhando que, neste momento, há uma dinâmica bastante interessante numa maior democratização de acesso à internet.

Por outro lado, disse que o preço é um factor “importante” para a facilitar o acesso à internet e que os preços em Cabo Verde são o que são, sobretudo se for levado em conta o poder de compra das populações.

“Se nos dias que correm, compararmos os nossos preços com os praticados em outros países, iremos ver que há países onde os preços são mais competitivos e outros menos competitivos”, considerou Isaías Barreto que assegurou que o país está a dar passos importantes na massificação do acesso à internet, mas sublinhou que é preciso uma maior concorrência para que os preços sejam mais vantajosos para as populações.

Segundo o PCA, para que haja maior concorrência é preciso que haja um mercado concorrencial, e enquanto entidade reguladora para o sector, o ARME tem desempenhado a sua função na perspectiva de promover uma maior concorrência no mercado num quadro de sustentabilidade das operadoras e de defesa dos interesses dos consumidores.

Na ocasião lembrou que a história da internet na rede mundial de computadores, surgiu na década de 60 nos Estados Unidos da Unidos (EUA) num projecto do governo americano que criou uma rede que fosse resistente a falhas mesmo em situações muito complexas, mas em 1989 surgiu o protocolo (www) lançado pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, que veio revolucionar esta rede mundial de computadores.


AV/ZS

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