Ilha do Sal: Salense radicada em Portugal feliz por expor seus quadros na ilha que a viu nascer

Espargos, 08 Nov (Inforpress) – Bety Lopes, salense radicada em Portugal há 24 anos, pintora autodidata, manifesta-se feliz por expor seus quadros, pela primeira vez, em Cabo Verde, no Sal, ilha que a viu nascer e crescer.

A pintora que esta quarta-feira exibiu, durante uma exposição, algumas das suas obras de arte, nos Paços do Concelho, a convite da autarquia no âmbito do Dia Internacional da Consciencialização do Stress, assinalado a 07 de Novembro, explicou que suas pinturas são abstractas, não se contendo de contentamento, por estar no Sal a mostrar o seu trabalho artístico.

Cabeleireira de profissão, Elizabeth Lopes Dias, seu nome próprio, que há quatro anos se transformou numa pintora autodidata, disse ter encontrado na pintura uma forma de aliviar o stress.

“Tirando a minha profissão de cabeleireiro, estou no meu mundo quando pinto, nas nuvens. Abstraio-me dos problemas, do trânsito que há em Lisboa (…). Não tenho nenhuma formação nessa área. Foi uma curiosidade que se tornou um hobby. Meu anti-stress”, disse.

Inspirada pela natureza, conta que a técnica utilizada é o acrílico em telas, usando mais espátulas para pintar, garfo, cartão multibanco, braços, mãos… tudo que vier à mente.

“Os momentos de maior inspiração aparecem mais quando o tempo em Lisboa está para chuva, aos domingos, quando fico em casa. Da alma sai-me a saudade, melancolia (…)”, exteriorizou.

Vinte e quatro anos depois, agora com 48, embora tenha vindo várias vezes de férias, desta vez fez diferente, querendo mostrar o outro lado da Bety cabeleireira, juntando o útil ao agradável.

“Vim para uma semana de férias então pensei, porque não mostrar o meu trabalho na minha terra. Este ano calhou, e estou super feliz, reencontrando família e amigos”, manifestou a pintora que em Lisboa já expôs seus quadros também na Associação de Cabo Verde, em Março do ano passado.

Nestes quatro anos de “brincadeira”, para aliviar o stress, Bety disse ter produzido muitos quadros e vendido por aí mais de 60 telas.

“Espero que as pessoas gostem dos meus quatros, do meu trabalho artístico. Não vivo da pintura, não é o meu ganha pão, por isso, vendo as telas a um preço acessível, módico, apenas para compensar as despesas com os materiais, matéria prima”, finalizou, agradecendo todos quantos visitaram a exposição.

SC/FP

Inforpress/Fim