Ilha do Maio: Maienses iniciam o ano com o “velho problema” da falta de água

Porto Inglês, 06 Jan (Inforpress) – O novo ano na ilha do Maio iniciou com o “velho problema” da falta de água, situação que vem apoquentando os maienses.

Os sucessivos problemas de ruptura no abastecimento da água tem deixado os maienses “angustiados” e dizem não compreender o arrastar desta situação.

É que mesmo após a ilha ser contemplada, recentemente, com o programa Wash, financiado pelo MCA, que possibilitou a interligação entre as sub-estações de produção de água com a central da Ponta Preta, assim como o reforço da sua capacidade de produção, o problema persiste.

A falta de água afecta mais ainda os criadores, que não tendo água para dar de beber aos animais, sentem-se obrigados a comprar no auto-tanque do Serviço Autónomo de Água e Saneamento ou nos privados, que nem sempre conseguem dar resposta a todas as demandas.

O edil maiense, numa recente entrevista à Inforpress, disse reconhecer a situação, no que tange ao abastecimento de água, tanto na produção como na distribuição, mas ressalvou que ainda este mês chegará à ilha a peça que danificou e que tem causado algum problema na produção.

Miguel Rosa informou que uma equipa vinda das Canárias vai estar na ilha para ajudar os técnicos locais na resolução dos problemas e lembrou que o Serviço Autónomo de Água e Saneamento tem estado a funcionar há mais de dois anos sem um delegado, algo que, na sua opinião, também tem dificultado na gestão do pessoal daquele serviço.

O autarca recordou que este serviço encontra-se na fase de transição e que todas as condições já estão criadas para que aquela unidade seja transformada na empresa Águas e Energia do Maio.

“Já há, neste momento, um despacho por parte do Governo, pelo que já estão reunidas todas as condições para operacionalizar e implementar a empresa e a própria liderança da empresa”, indicou.

Ressalvou que o mais importante é que com os investimentos feitos recentemente, a estação de produção de água de Ponta Preta tem a capacidade de produzir 600 metros cúbicos dia, mas neste momento está-se a produzir a metade, mais 100 metros cúbicos na localidade de Ribeira Don João e Pedro Vaz, uma quantidade que considerou suficiente para suprir a procura actual na ilha, não obstante os problemas que tem aparecido.

WN

Inforpress/Fim