Guiné-Bissau: Janira Hopffer Almada confiante que resultado das eleições legislativas “abrirá caminho para um novo ciclo de vitórias”

Cidade da Praia, 15 Mar (Inforpress) – A presidente do PAICV parabenizou o secretário-geral do PAIGC, Domingos Simões Pereira, pela vitória alcançada nas eleições legislativas realizadas no passado domingo, na Guiné-Bissau, afirmando que esse resultado “abrirá caminho para um novo ciclo de vitórias naquele país”.

Em comunicado de imprensa enviado à Inforpress, a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, asseverou, que o seu partido vinha seguindo, com “grande expectativa”, o processo eleitoral legislativo naquele “país irmão”, realçando que o PAIGC se posicionou como “sério candidato” para enfrentar os enormes desafios do desenvolvimento económico e social da actualidade.

Para Janira Hopffer Almada, a campanha eleitoral levada a cabo pelo PAIGC foi “exemplar”, o que resultou numa vitória por maioria relativa de 46,1% dos votos, mostrando-se, por outro lado, convicta de que o mesmo está em condições de “estabelecer compromissos importantes” para prosseguir a obra de Amílcar Cabral em benefício das sagradas aspirações do povo guineense.

“Tal resultado nos confortou, a nós do PAICV e a Cabo Verde, no geral, dadas as relações de fraternidade e de solidariedade que unem os nossos Povos, desde a luta de libertação nacional, sob a mestria do nosso herói nacional comum, Amílcar Cabral”, afirmou Janira Hopffer Almada.

A presidente do PAICV reiterou todo o apoio do seu partido em ajudar o PAIGC, para juntos elevarem cada vez mais o “rico legado político que legitimamente e com orgulho” foi herdado de Amílcar Cabral, pai das nacionalidades de Cabo Verde e Guiné-Bissau.

De acordo com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o PAIGC teve 47 dos 102 mandatos do parlamento, um número a que se somam os eleitos dos partidos que celebraram acordos pela Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB, o quarto mais votado, cinco deputados), União para Mudança (UM, um deputado) e Partido da Nova Democracia (1 deputado).

Na terça-feira, o PAIGC assinou um acordo de incidência parlamentar com APU-PDGB, de Nuno Nabian, que obteve cinco lugares. E já havia celebrado um acordo semelhante com o PND e a UM, pelo que no total, o novo executivo deverá contar com o apoio de 54 deputados dos 102 lugares do parlamento.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respectivamente, o Movimento para a Alternância dos Democrática (Madem-G15, 27 deputados) e o Partido da Renovação Social (PRS, 21 deputados) que também anunciaram na terça-feira um acordo de governo, na expectativa de governarem.

O Madem-G15 foi fundado há oito meses pelos derrotados por Domingos Simões Pereira no congresso do PAIGC, em Cacheu, e contou com muitos ex-dirigentes do maior partido guineense, entre os quais o empresário Braima Camará e o ex-primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló.

A mais recente crise política na Guiné-Bissau dura há quatro anos desde que o Presidente José Mário Vaz demitiu o governo de Domingos Simões Pereira, impondo uma série de governos de iniciativa presidencial que nunca contaram com apoio do parlamento.

No domingo, mais de 761 mil guineenses foram chamados a votar nas três mil mesas de voto, incluindo a diáspora, tendo a CNE ajuntado que nessas eleições houve 15,3 por cento de abstenção.

CM/ZS

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