Esperança do povo guineense está intrinsecamente ligada à vitória do PAIGC, Domingos Simões Pereira (c/áudio)

Cidade da Praia, 10 Fev. (Inforpress) – O PAIGC considera que o Presidente da República da Guiné-Bissau pratica um “anti-regime semi-presidencial que bloqueia institucionalmente o governo” para reclamar competências de governação e garante que a “esperança do povo guineense está intrinsecamente ligada” à sua vitória.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, Domingos Simões Pereira, que se mostra convicto na vitória nas eleições legislativas de 10 de Março neste país vizinho, disse que o Chefe de Estado bissau-guineense, José Manuel Vaz, aplicou esta estratégia durante os três anos do seu mandato, a seu ver, marcado por uma “incapacidade de aceitar que no regime democrático o mandato tem um fim”.

No dizer de Simões Pereira, a “esperança do povo guineense está intrinsecamente ligada à vitória do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), tendo mesmo ressalvado que “não há dúvida alguma, da parte da população guineense, de que o PAIGC é o portador da sua esperança”, asseverando que a sua equipa apresentou “um programa eleitoral credível e exequível”.

Nessa sua passagem por Cabo Verde, o antigo primeiro ministro da Guiné-Bissau, realçou que “o PAIGC fez uma análise muito pragmática da situação” e que desde o seu afastamento da governação em 2015, teve “de pôr ordem em casa, com a organização da estrutura de base”.

Nesta perspectiva, afiançou que o resultado desta “união no seio” do seu partido tem estado a perturbar os que planeavam a sua saída [do PAIGC] e “rotura na própria estrutura do partido”, alegando que actualmente a força política que dirige “encontra-se organizada, coesa, unida e disciplinada”.

“É mais do que evidente a determinação do povo guineense que a 10 de Março vai repor o PAIGC na governação do país”, prognosticou o líder do PAIGC, argumentando que esta “evidência tem estado a preocupar forças que sequestraram o poder na Guiné-Bissau”.

Presidente do PAIGC e cabeça de listas para as legislativas, Domingos Simões Pereira assume-se como candidato natural a governar a Guiné-Bissau, a partir do próximo embate eleitoral, e considera que o seu partido tem “obrigação e responsabilidade de enfrentar desafios políticos com incumbência de ganhar o pleito eleitoral”.

Outrossim, assegurou que o PAIGC, aquando da sua pagassem enquanto primeiro-ministro, exerceu uma governação de 13 meses que convenceu a maioria do povo guineense em como “é capaz de colocar o país em primeiro lugar”, fruto de “uma governação responsável.

A título de exemplo, apontou “factos” para sustentar que as greves por que o país depara actualmente na função pública e no sector educativo, bem como a restrição no fornecimento da energia são provas evidentes, alegando que durante os 13 meses da sua governação não houve uma única greve e sequer um único dia de corte, e com políticas assertivas na saúde.

“Bissau respirava limpeza e hoje volta a ser uma capital suja e de desordem”, esclareceu, acrescentando mesmo que o país soube estar imunizado da epidemia de ébola, doença que afectara os dois países limítrofes, Senegal e Guiné Conacri, por causa de um trabalho de prevenção.

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), encontra-se em Cabo Verde para uma visita de três dias, no quadro da campanha para as eleições legislativas de 10 de Março, tendo já contactado as estruturas do seu partido em Cabo Verde e encontrado com comunidades guineense na ilha de Santiago.


SR/ZS

Inforpress/Fim