CCDC defende que ouça a criança quando se está a trabalhar em planos de actividade para a sua protecção

Cidade da Praia, 28 Set (Inforpress) – O presidente da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Criança (CCDC), José Lopes, defendeu hoje que as crianças devem ser auscultadas quando se está a trabalhar em planos de actividade para a sua protecção dos seus direitos.

José Lopes fez tais declarações à Inforpress à margem do encerramento do 1º Ateliê Nacional de
Elaboração e Validação do Plano Estratégico da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Crianças, 2018/20125, que aconteceu durante os dias 26 e 28 de Setembro na Cidade da Praia.

Aquele responsável defendeu que é preciso garantir que a criança tenha uma participação mais efectiva.

“Nós, muitas vezes, planificamos, definimos planos de actividade, mas esquecemos de ouvir as nossas crianças”, referiu.

José Lopes disse ainda que, se as crianças são os principais alvos, não se deve estar a planificar e decidir sem primeiro ouvi-las. A mesma fonte defendeu, entretanto, que “a participação das crianças tem que ser orientada e, muitas vezes, espontânea”.

O presidente da CCDC disse ainda que é preciso trabalhar por forma a fazer que esta participação não seja de “medidas decorativas”.

“A criança tem de ter espaço par participar no sentido que comece a despertar interesse para os processos de liderança e cidadania”, frisou.

Sobre o 1º Ateliê Nacional de Elaboração e Validação do Plano Estratégico da Coalizão Cabo-verdiana dos Direitos da Crianças, José Lopes disse que, durante três dias, trabalhou-se num plano estratégico assente em seis eixos principais, nomeadamente a gestão e eficiência organizacional, promoção dos direitos da criança, envolvimento da comunidade na protecção da criança, a promoção das competências parentais para suprir as vulnerabilidades sociais, a promoção das competências pessoais e sociais nas crianças em situação de vulnerabilidade e parceria e mobilização de recurso.

“Foram três dias de muita discussão, de muito trabalho, com o envolvimento de todos os parceiros a nível nacional, que vêm fazendo um trabalho na protecção da criança”, disse a mesma fonte, dando conta que o plano estratégico vai decorrer de 2018 a 2025 e tem objectivos como antecipar o futuro da organização, blindar a organização no tempo e no espaço e garantir o cumprimento da missão que norteia a colisão.

A CCDC é uma aliança de 30 organizações da sociedade civil que trabalham no domínio da protecção da criança em Cabo Verde.

Falando sobre a organização, José Lopes informou que a mesma trabalha para “a influenciar as políticas, para tirar as convenções e os protocolos assinados por Cabo Verde do papel e levá-los à prática”.

São parceiros estratégicos desta aliança o Ministério da Família, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), entre outras organizações.

Foi criada através de um processo de mobilização, sensibilização e capacitação das organizações da sociedade civil e instituições e tem o suporte técnico e financeiro do Save the Children Internacional.

GSF/JMV

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