Cabo Verde quer contribuir para que a CPLP seja cada vez mais uma comunidade de princípios e pessoas

Cidade da Praia, 10 Jan (Inforpress) – Cabo Verde quer contribuir para fazer com que a CPLP seja cada vez mais uma comunidade de princípios, pessoas e de interesses e torná-la num espaço dinâmico de desenvolvimento global e de aprendizagem mútua, assegurou, hoje, Jorge Santos.

O presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde intervinha na cerimónia de abertura da VIII Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) que acontece na cidade da Praia, hoje e sexta-feira, sobre o tema “CPLP-Uma Comunidade de Pessoas”, na qual Cabo Verde irá assumir a liderança da AP-CPLP.

Segundo Jorge Santos, a herança recebida e marcada por um percurso de 20 anos de trabalho da organização, é “muito boa”, e caberá ao país desenvolver acções e actividades durante esse mandato de modo a transforar a CPLP num espaço onde os cidadãos e os seus interesses estejam em primeiro lugar.

“A nossa aposta será contribuir para fazer com que a CPLP seja cada vez mais uma comunidade de países, de princípios, de pessoas e de seus interesses. Um espaço dinâmico de desenvolvimento global e de aprendizagem mútua”, defendeu Jorge Santos que sublinhou a necessidade de vencer de forma permanente e sustentável os obstáculos que ainda impedem a livre circulação dos cidadãos e bens na CPLP.

Para aquele presidente parlamentar, um dos desafios da comunidade é fazer com que a CPLP seja uma instituição forte, interventiva a nível global e que seja capaz de servir de plataforma comum aos países e Governos na defesa dos interesses dos povos ao nível multilateral.

Jorge Santos considerou que é necessário que se proporcione aos cidadãos melhores condições de mobilidade e intercâmbio, medida essa que, no seu entender, significa remover os constrangimentos que ainda condicionam uma melhor convivência e conhecimento mútuo.

Por outro lado, sublinhou que é necessário que se encontre formas de promoção e conquista de mercados de investimentos específicos para o espaço da lusofonia, criar um ambiente de negócios favorável para o incremento de actividades empresariais comuns da comunidade, sendo que a intervenção pública se impõe no sentido de se reforçar as condições de mobilidade em segurança e tranquilidade.

“Acredito que nessa matéria, o papel da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa será determinante nos aspectos normativo, regulamentar e fiscalizador”, constatou Jorge Santos.

Jorge Santos, que irá suceder Rodrigo Maia na liderança da AP-CPLP, adiantou que o encontro constitui uma oportunidade para os países analisarem questões relacionadas com o funcionamento da organização, o regimento e deliberar sobre temas de abrangência social como a questão da paridade e igualdade de género.

Por razões de agenda do Brasil, a delegação brasileira só chega a Cabo Verde no final desta tarde.

A VIII Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP) conta com a participação de mais de 120 parlamentares que compõem as delegações de Portugal, Angola, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné – Equatorial e São Tomé e Príncipe. Por razões de política interna, Timor Leste não participa no encontro.

Paralela ao encontro, acontecem reuniões das comissões permanentes de Política, Estratégia, Legislação, Cidadania e Circulação, de Economia, Ambiente e Cooperação e de Língua, Educação, Ciência e Cultura que vão eleger os respectivos presidentes, vice-presidentes e secretários, análises de deliberações e funcionamento interno.

AV/ZS

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