CA da ASA diz que o Aeroporto da Praia ainda “não é rentável” e que há desafios para sua gestão (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O presidente da ASA disse hoje que o aeroporto da Praia tem infra-estruturas necessárias para “potenciar o negócio de aviação civil” no país, mas que neste momento “não é rentável”, o que “impõe alguns desafios” para a sua gestão.

Segundo ele, foram feitos “investimentos avultados” no terminal, cujos encargos são “elevados em termos de amortização”.

“Estamos a falar de um projecto que tem alguns anos e que vai precisar de muitas adaptações, até termos uma infra-estrutura que, em termos operacionais, económicos e financeiros, possa ser um negócio viável”, precisou Jorge Benchimol, PCA da Empresa de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA), adiantando que o objectivo é transformar o Aeroporto Internacional Nelson Mandela num “negócio rentável e sustentável”.

Jorge Benchimol, que falava à imprensa, à margem da visita que o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, realizou ao Aeroporto Internacional da Praia, clarificou que, no concernente à exploração, aquela infra-estrutura tem um “resultado que não a coloca entre os aeroportos rentáveis do país”.

Indagado se a criação do hub no Sal complicou as contas do Aeroporto Internacional da capital, afirmou que a plataforma aérea “não é uma coisa que se constrói de um dia para outro” e que se trata de um processo que se vai consolidando.

À pergunta se a transferência dos voos da Cabo Verde Airlines para a ilha do Sal não põe em risco a sustentabilidade do aeroporto da Praia, respondeu nesses termos: “Qualquer alteração, em termos de transferência de voos de companhias que deixam de voar para um determinado aeroporto, tem o seu impacto. A redução dos voos da TACV na Praia, e o aumento dos voos desta companhia aérea para o Sal tem impacto positivo dentro da ASA. Saiu da ASA na Praia e entrou na ASA no Sal”.

“No seu todo, o país não perdeu absolutamente nada e a ASA, certamente, não perdeu”, esclareceu, acrescentando que o que se deve fazer é que cada unidade de negócio consiga a sua própria sustentabilidade “e o aeroporto da Praia tem condições para isso”.

De acordo com Jorge Benchimol, a partir do ano passado, os aeroporto de Cabo Verde entraram claramente num rumo de
“sustentabilidade quase que garantida”, porque os resultados da exploração das infra-estruturas aeroportuárias começou a “ser positiva”.

“Em 2017, a ASA bateu todos os recordes em termos de resultados e que em 2018, as contas já fechadas apontam para novos resultados recordes”, congratulou-se o PCA da ASA, acrescentando que estes resultados vêm em grande parte da navegação aérea e da gestão dos aeroportos.

Segundo aquele gestor, em 2017, os resultados da ASA foram “superiores a dois milhões de contos”.

LC/JMV

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