Voltar a credibilizar o sector da cultura é um dos focos do Ministério da Cultura para 2018 – ministro

 

Cidade da Praia, 02 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura, Abraão Vicente, afirmou hoje que um dos focos do seu ministério para 2018 é voltar a credibilizar o sector da cultura, formalizar as instituições e classificar os patrimónios imateriais.

“O nosso foco para o próximo ano é consolidar as instituições, os centros culturais, os museus e os institutos e voltar a credibilizar o sector, ou seja, o sector da cultura não pode ser visto apenas como um lugar de diversão”, disse o governante em declarações à Inforpress.

A cultura, para este governante, é um sector “estruturante” para a educação das gerações futuras, e com base nisso, durante o ano de 2017, a atenção centralizou-se na literatura, no plano nacional de leitura, no acesso ao ensino artístico, na distribuição de livros, no acesso e fluição de espectáculos e momentos culturais.

A meta do Governo é até 2021, fazer um investimento “muito avultado” para voltar a credibilizar o sector da cultura, classificar o património imaterial que está em perigo e concluir o processo de classificação da tabanca e das festas da bandeira na ilha do Fogo, a património, indicou.

Em relação à formalização das instituições, informou que a partir de Janeiro o Centro Nacional de Artesanato, o Centro Cultural, do Mindelo, e a Academia Cesária Évora terão os seus estatutos próprios, assim como os museus de Cabo Verde, que também, vão ter os seus estatutos com a revisão da lei dos museus.

Em termos de património imaterial, fez saber que o Instituto do Património Cultural tem neste momento em carteira 20 projectos, relacionados com a identificação do património nacional, classificar e propor todo um procedimento científico de restauro e intervenções.

No orçamento para o ano de 2018, o Ministério da Cultura vai ter um investimento de 166 mil contos, que comparado com o orçamento de 2017, significa que vão poder contar com mais 85 mil contos para investir.

Abraão Vicente explicou que essas verbas serão dotadas em obras concretas como a reabilitação do Centro Nacional de Artesanato, o restauro da Igreja Nossa Senhora do Rosário, e a co-participação do Estado na construção da Casa da Morna em São Nicolau.

A nível da programação macro vão continuar a apoiar o carnaval e de forma simbólica as festas maiores como São João, em Santo Antão, e a bandeirona, na ilha do Fogo.

Durante o ano de 2018, o Ministério da Cultura vai implementar 34 projectos, sendo que 16 são novos.

De entre os projectos destacou, a implementação do plano estratégico da Comunicação Social que implica a revisão legislativa, financiamento ao prémio nacional de jornalismo, projectos ligado aos museus de Cabo Verde, projectos ligados à investigação na Cidade Velha.

“Temos o projecto “Artesanato nove ilhas”, que tem como objectivo financiar pequenos projectos de empresas ligadas ao artesanato e promover a certificação do artesanato made in Cabo Verde. O projecto bolsa da cultura continua com o financiamento na ordem de 10 milhões de escudos, e temos o projecto “Cabo Verde edições”, ligado à Biblioteca Nacional para edição de novos livros”, elencou.

O Governo vai financiar o projecto “Casa da Morna”, em São Nicolau no valor de três milhões de escudos, enquanto o Centro Nacional de Artesanato recebe um investimento na ordem dos 25 milhões de escudos.

Ainda para o ano de 2018, indicou, vão alocar um investimento de seis milhões para a promoção da economia criativa e empreendedorismo e 10 milhões de escudos para o financiamento do Carnaval.

Abraão Vicente informou ainda que vão concluir o processo da morna a património da humanidade, em que para além dos 10 mil contos dotados para este projecto, vão disponibilizar em 2018, mais cinco mil contos para a sua conclusão.

“Temos ainda projectos de instalação do gabinete observatório de fiscalização de comunicação social. As incubadoras das indústrias criativas contam com uma incubação de 1.500 contos, vamos instalar o fundo social mutualista, previsto na lei de cota privada” enumerou.

O titular da pasta da cultura indicou, ainda que os museus de Cabo Verde vão ter uma dotação orçamental de 10 milhões, sendo que há ainda possibilidade de mobilizarem mais 15 milhões do Fundo de Turismo.

AM/ZS

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