Vigilantes das empresas de segurança privada apelam à maior segurança no trabalho

Cidade da Praia, 13 Fev (Inforpress) – Um grupo de vigilantes das empresas de segurança privada concentrou-se hoje em frente ao Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia, para apelar às autoridades à maior segurança nos locais onde prestam serviços diariamente.

O apelo foi feito quando o grupo se concentrou no hospital central da Praia para manifestar solidariedade para com um colega da empresa SILMAC, que foi atacado a tiro, na madrugada de domingo para segunda-feira, quando tentava reagir a um assalto na empresa onde estava destacado.

Em declarações à Inforpress, o vigilante e porta-voz do grupo, Manuel Barros, explicou que o colega se encontra hospitalizado e que, nesta segunda-feira, foi submetido a uma cirurgia, encontrando-se, neste momento, fora de perigo.

“A concentração de hoje, além de manifestar solidariedade, visa apelar às entidades sobre mais segurança, principalmente para nós vigilantes. Queremos mostrar a nossa insatisfação em relação à insegurança e o risco que corremos no trabalho que prestamos no dia-a-dia”, sublinhou.

Manuel Barros avançou, também, que os vigilantes pretendem criar um grupo, juntamente com os sindicatos, para pedir encontros com as autoridades responsáveis na matéria, membros do Governo e entidades patronais, com vista a criarem melhores condições de trabalho.

Segundo ele, as empresas de segurança privada em Cabo Verde “são uma cópia de outros países”, mas garantiu que “não têm comparação”, nem em termos do salário nem de condições de trabalho.

Desde início deste ano que a classe de vigilantes das empresas de segurança privada e os sindicatos que os representam têm manifestado insatisfação em relação a atitude da Direcção-Geral do Trabalho (DGT) e do Governo, pela não publicação da revisão do Acordo Colectivo de Trabalho.

A portaria foi assinada a 04 de Agosto de 2017, altura em que se definiu a entrada em vigor do documento para 01 de Janeiro de 2018, propõe acabar com a concorrência desleal existente entre as empresas, através de uma prática de preços mais baixo e melhorar as relações laborais entre as entidades empregadoras e os trabalhadores

O Acordo Colectivo do Trabalho propõe, ainda, a implementação de uma nova grelha salarial, sendo o salário mais baixo fixado em 17 mil escudos, o descongelamento das progressões nas carreiras profissionais, a reposição do poder de compra dos vigilantes e o maior engajamento das entidades fiscalizadoras.

DR/CP

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