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VI Assembleia Geral das ONG pode aprovar alteração de fundo nos estatutos da organização

 

Cidade da Praia, 30 Set (Inforpress) – A VI Assembleia Geral da Plataforma das ONG pode aprovar hoje uma proposta de fundo de alteração dos estatutos da organização, que é a queda de um dos órgãos, o Conselho Geral (CG).

“Trata-se de um órgão que substitui a Assembleia Geral no intervalo das suas reuniões”, disse o porta-voz do encontro, Mário Moniz, explicando que com as alterações dos estatutos, doravante a Assembleia Geral passar a ser realizada anualmente, pelo que não há necessidade de se manter o Conselho Geral.

Segundo Mário Moniz, o Conselho Geral substitui a AG no intervalo das suas reuniões, que, por falta de recursos, só se pode realizar de três em três anos sob forma de assembleias electivas, coincidindo com o período da renovação dos órgãos.

A constituição de assembleias regionais, segundo o porta-voz, é um assunto “pacífico”, uma vez que vai permitir um maior envolvimento dos membros, assim como a realização de assembleias regionais anuais.

“Assim sendo, cada assembleia regional vai eleger delegados à Assembleia Nacional e, por conseguinte, não haverá a necessidade de toda a gente vir para a Praia”, precisou Mário Moniz acrescentando que se está perante uma “proposta inovadora e aceite por todos os participantes desta VI Assembleia Geral”.

A assembleia, prossegue o porta-voz, já ratificou a admissão de novos membros da Plataforma, em número superior a 30, assim como aprovou por unanimidade o relatório geral e o de contas do presidente do Conselho da Direcção cessante da Plataforma, Dionísio Simões Pereira.

Instado se a adesão de novos membros significa que a Plataforma está a ser uma instituição cada vez mais credível na sociedade, Mário Moniz respondeu: “O maior palco, neste momento, de representação das ONG é a Plataforma. Daí essa adesão, diria, em massa, porque estamos a atingir cerca de 400 membros”.

Por sua vez, o presidente do Conselho Directivo cessante, em declarações à Inforpress, congratulou-se com o facto de os seus relatórios terem sido aprovados por unanimidade dos membros presentes nesta VI Assembleia Geral da Plataforma das ONG.

“No concernente ao nosso mandato, lamentavelmente não cumprimos com tudo que propusemos, aquando da apresentação da nossa plataforma eleitoral, porém, damo-nos por satisfeitos por termos conseguido realizar a maioria das acções propostas”, afirmou Dionísio Simões Pereira, acrescentando que a falta de recursos fez com que algumas actividades não pudessem ser efectivadas.

À pergunta se terá valido a pena presidir aos destinos da Plataforma durante os quatro anos,  disse: “Entendemos que a nossa organização (Aldeias Infantis SOS Cabo Verde) deu o contributo que podia dar no quadro das experiências acumuladas e dos recursos de que dispomos. A título pessoal, esta experiência deu-nos algum gozo, aprendemos e evoluímos enormemente em termos de capacidade organizativa e de mobilização de meios e também   ao nível do exercício da diplomacia Não-Governamental”.

“Demos muito de nós, mas também ganhámos muito com esta aprendizagem e o exercício deste mandato”, enfatizou Dionísio Pereira.

A VI Assembleia Geral da Plataforma das ONG, financiada pela Embaixada da República Popular da China, na Cidade da Praia, termina hoje com a eleição de novos corpos sociais, em que Jacinto Santos, presidente da CITI-Habitat, é a ainda o único candidato que se perfilou.

LC/FP

Inforpress/Fim