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Venezuela: Oposição pede à população que se organize em rebelião permanente e progressiva

 

Caracas, 22 Jun (Inforpress) – A aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) pediu hoje à população venezuelana que se organize em rebelião permanente e progressiva.

O pedido foi feito numa conferência de imprensa em Caracas, durante a qual a oposição ratificou a decisão de, com base na Constituição da Venezuela, declarar-se em desobediência civil e desconhecer o regime do Presidente Nicolás.

Por outro lado a oposição insistiu que os venezuelanos devem reforçar os protestos a nível nacional, “em rebelião democrática, permanente e progressiva” contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte feita pelo chefe de Estado.

“É necessário que todos os venezuelanos assumam, a partir de hoje, um plano de desconhecimento activo (também) da Assembleia Constituinte”, disse o deputado Freddy Guevara.

A oposição pretende ainda que a sociedade venezuelana, grémios, sindicatos, universidades, empresários e trabalhadores, deixem constância escrita da sua “rebeldia” e do desconhecimento da convocatória a uma AC.

“Não permitamos que os centros eleitorais sejam usados como instrumentos da fraude constituinte”.

Como parte da estratégia opositora a população deve organizar-se em comités nacionais, estaduais, municipais, paroquiais e locais, de defesa da Constituição.

“Temos que organizar-nos desde já, para (…) um protesto geral (…) de maneira simultânea, até fazer inviável o processo ilegal da constituinte”, explicou Freddy Guevara.

Na terça-feira, a oposição venezuelana declarou-se hoje em “desobediência civil” ao regime do Governo do Presidente Nicolás Maduro e anunciou que iniciará uma nova fase de luta contra a ditadura.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de Abril, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de Maio pelo Presidente Nicolás Maduro.
Pelo menos 74 pessoas morreram desde Abril, no âmbito de protestos.

Lusa/Fim