Venezuela: OEA pede “sanções mais fortes e gerais” contra o Governo de Nicolás Maduro

 

Caracas, 02 Out (Inforpress) – O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, instou hoje a comunidade internacional a avançar com “sanções mais fortes e gerais” contra o Governo do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Se necessitam de sanções multilaterais, que a União Europeia se junte”, declarou Luís Almagro, que falava para representantes do sector público e privados, norte-americano e latino-americano, durante a Cimeira Latino-americana 2017, que teve lugar na Florida, nos EUA, organizado pelo governador local Ricky Scott.

O mesmo responsável lembrou que as sanções “mais fortes e gerais” externas foram eficazes em casos com o apartheid, na África do Sul, e que permitiriam que a Venezuela regressasse ao caminho da democracia, sublinhando que também a oposição venezuelana deve ser “forte” para fazer pressão interna.

Para a OEA, o regime venezuelano “acabou completamente com o império da lei”, levando o país ao colapso, com consequências diárias na vida dos venezuelanos.

Por outro lado, explicou que “ainda não começou” o processo formal de saída da Venezuela da OEA, anunciado pelo Presidente Nicolás Maduro, devido à existência de uma “contradição interna” entre a missão permanente daquele organismo e a direcção da Assembleia Nacional da Venezuela (parlamento, onde a oposição detém a maioria), por uma denúncia no âmbito da Carta Interamericana de Direitos Humanos.

Segundo Luís Almagro, a OEA cedeu as suas instalações para que os magistrados do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (STJ), designados pelo parlamento e actualmente no exílio, possam contribuir para as sessões daquele organismo.

A imprensa norte-americana dá conta de os magistrados do STJ, no exílio, preparam a criação de um STJ paralelo ao que está legalmente activo na Venezuela, que acusam de estar a serviço do regime e de haver irregularidades no processo de selecção dos integrantes.

Inforpress/Lusa

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