Venezuela condena “ataques injustificados” de Israel contra palestinianos

Caracas, 01 Abril (Inforpress) – A Venezuela condenou hoje os “ataques injustificados” de Israel contra o povo palestiniano, após pelo menos 16 palestinos terem morrido e mais de 1.400 ficarem feridos numa acção de retaliação israelita à “grande marcha do regresso”.

“O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em nome do povo e do Governo venezuelano, rejeita e condena veemente os actos injustificados de violência e crimes cometidos pelas forças de ocupação de Israel, contra o heróico povo palestiniano, durante a Comemoração do Dia da Terra em Gaza, em que mais de uma dúzia de pessoas morreram e mais de 1.400 ficaram feridas”, declara um comunicado.

O documento, divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores, assinala que a Venezuela, “consequente com o apoio à causa palestiniana e à justa reclamação da sua existência e soberania, expressa a sua solidariedade com o povo e o Governo palestiniano, extensivo às famílias das vítimas e espera a rápida recuperação de feridos e lesados”.

A Venezuela “reitera o seu compromisso irrestrito com o irmão povo palestiniano e com a materialização dos direitos inalienáveis sobre o território que lhe pertenceu historicamente e com a luta pela sua plena independência e soberania”, sublinha ainda o documento.

As relações diplomáticas entre a Venezuela e a Palestina foram fortalecidas durante o mandado do falecido Presidente venezuelano Hugo Chávez, que dirigiu o país entre 1999 e 2013.

Em Abril de 2009 a Palestina abriu uma embaixada em Caracas.
Dezenas de milhares de palestinianos, incluindo crianças e mulheres, participaram na sexta-feira, junto da barreira fronteiriça que separa Gaza de Israel, na “grande marcha do regresso”.

A marcha tinha como propósito reclamar o direito às terras que os palestinianos tiveram de abandonar ou das quais foram expulsos durante a Guerra da Independência israelita de 1948.

Pelo menos 16 palestinianos morreram e mais de 1.400 ficaram feridos.
As Nações Unidas e a União Europeia pediram uma investigação independente aos confrontos na Faixa de Gaza na sexta-feira, nos quais o Exército israelita usou municições reais, mas Israel justificou que apenas defendeu as suas fronteiras.

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