Universidade de Coimbra promove colóquio para debater legado e o pensamento de Amílcar Cabral

Cidade da Praia, 21 Fev (Inforpress) – O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra acolhe, na sexta-feira, um colóquio em torno do combatente na luta de libertação e pensador Amílcar Cabral, abordando o seu legado, a sua acção política e o seu pensamento.

Segundo informações publicadas no site oficial de Noticias de Coimbra, o evento é organizado pelos projectos do CES MEMOIRS – Filhos do Império e Pós-Memórias Europeias e CROME – Memórias cruzadas, políticas do silêncio, e do projecto da Universidade Nova de Lisboa Amílcar Cabral, da História Política às Políticas da Memória.

Intitulado “Figurações de Amílcar Cabral – memória, política e cultura”, o colóquio vai reunir investigadores de três projectos de Coimbra e de Lisboa para reflectir sobre aquele que foi um dos fundadores do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e tido como um dos maiores vultos da luta anticolonial em África.

Para além da presença de vários investigadores no colóquio, o evento vai contar com a participação do ex-Presidente da República de Cabo Verde e presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires.

A partir desta figura, o colóquio propõe-se a falar da “construção de uma filosofia africana”, dos legados e heranças deste político, das suas múltiplas apropriações ou da sua presença na música popular cabo-verdiana e no rap.

O colóquio reúne investigadores de projectos que, a partir de diferentes olhares, estudam e lidam com a figura política, cultural e artística de Amílcar Cabral.

Ao longo do dia, a partir de um ponto de vista interdisciplinar e multiforme, a biografia, o pensamento, a acção política, as imagens e as heranças de Amílcar Cabral, tanto do ponto de vista artístico como político estarão em discussão em mesas redondas temáticas, seguidas de debate.

Amílcar Cabral nasceu a 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné Conacri, filho de Juvenal Cabral e Iva Pinhel Évora. Cabral foi poeta, agrónomo, e “pai” da independência conjunta de Cabo Verde a 5 Julho de 1975 e Guiné-Bissau oficialmente a 10 Setembro de 1974.

A 20 de Janeiro de 1973, foi assassinado na Guiné-Conacri.

CM/CP

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