UIF aberta para ajudar ONG na criação de uma rede nacional de luta contra branqueamento de capitais (c/áudio)

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – A directora da Unidade de Informação Financeira (UIF) disse hoje que a instituição que representa está disponível para ajudar na criação de uma rede nacional de ONG para combater o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

Edelfidre Almeida manifestou essa disponibilidade em declarações à Inforpress no final do VI Seminário Regional de Sensibilização para Organizações da Sociedade Civil (OSC), sobre Requisitos de Lavagem de Branqueamento de Capitais (LBC) e Contra o Financiamento de Terrorismo (CFT), destinado às Organizações Não-Governamentais dos Estados membros da CEDEAO, que decorreu entre os dias 05 e 07, na Cidade da Praia.

“A sociedade civil tem que ser mais activa por forma a influenciar os nossos decisores e têm também que estar devidamente organizadas, principalmente em rede para participarem activamente no processo de avaliação mútua em curso nos diferentes países da nossa região”, disse a directora UIF.

Edelfidre Almeida defendeu também que uma ONG tem que estar devidamente informada e preparada para conhecer os seus riscos em matéria de lavagem de capital e financiamento do terrorismo.

“Devem repensar, definir e conhecer os seus riscos, trabalhar, ter um plano para orientar as UIF nos diferentes países para poderem participar de acções de sensibilização que são organizadas por estas instituições”, recomendou.

Se assim for o desejo das associações cabo-verdianas presentes no referido seminário, prosseguiu Edelfride Almeida, a UIF tem “todas as condições para apoia-las”.

Quanto ao VI Seminário Regional de Sensibilização OSC sobre Requisitos de LBC e CFT, esta responsável fez saber que o balanço é “positivo” porque, “pelo menos, se conseguiu concluir o programa”.

“De acordo com as várias intervenções, os temas propostos têm grande qualidade técnica e houve muita intervenção dos participantes questionando sobre como trabalhar e se preparar para prevenir e combater a lavagem de capital e financiamento do terrorismo nos nossos diferentes países”, ajuntou.

Por seu turno, o director-geral do Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Dinheiro na África Ocidental (GIABA), Kimelabalou Aba, demonstrou no seu discurso de encerramento um “sentimento de alegria” e “satisfação” porque o seminário foi “um grande sucesso”.

Kimelabalou Aba agradeceu os peritos pela qualidade das apresentações “pedagógicas e participativas” e os participantes pelas “contribuições pertinentes” que fizeram com que o seminário seja “interessante”.

O director-geral do GIABA agradeceu também as mais altas entidades cabo-verdianas pela recepção, particularmente, o secretário de Estado Adjunto das Finanças, Gilberto Barros, que marcou presença no acto de abertura do evento.

Finalizando disse estar esperançoso de que os participantes continuarão a trabalhar para combater e eliminar os criminosos financeiros que estão a inundar os Estados membros da CEDEAO.

GSF/FP

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