UCID diz que Governo está “sem norte” em matéria de transporte aéreo e que não acredita na privatização da TACV

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – O presidente da UCID (oposição), António Monteiro, disse hoje na Cidade da Praia, que o Governo “está sem norte” em matéria de transporte aéreo e que a Cabo Verde Airlines não está em condições de ser privatizada.

António Monteiro, que falava em conferência de imprensa, realçou que os vários acontecimentos verificados recentemente, vêm trazer a nu, a “má estratégia” do actual Executivo em matéria de transportes aéreos em Cabo Verde.

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, diz não entender o facto de o Governo ter feito “festa rija” há cerca de um ano, aquando da assinatura do contrato de gestão da TACV (agora Cabo Verde Airlines) com a Icelandair, prometendo em pouco tempo no mínimo quatro aviões e onze Boing até 2021 para a companhia de bandeira cabo-verdiana e, no entanto, esta “não ter neste momento um único avião”.

“Só há um avião, um Boing 767 alugado a uma empresa europeia”, disse António Monteiro para quem isto demonstra que o governo “perdeu na sua euforia” ao “tentar animar a população que tinha os problemas resolvidos na TACV (…) e agora assistimos o cancelamento dos voos da TACV, lesando de uma forma categórica os passageiros, interesses e imagem do país”, acrescentou.

Monteiro, realçou ainda, que o término de voos directos dos TACV a partir da Praia e São Vicente tem dificultado “cada vez mais a vida dos viajantes em Cabo Verde e dos cabo-verdianos”.

Contudo, o líder da UCID diz que o seu partido quer saber se o processo da anunciada privatização da TACV está a correr bem, se a experiência da Icelandair foi bem conseguida e quais as razões que levaram os islandeses a abandonarem os TACV, “pelo menos em termo de aviões”.

“O resultado final da gestão dos TACV, quer no tempo do PAICV, com o arresto do Boing, quer agora no tempo do MpD, com a retirada dos aviões do Icelandair é a mesma coisa, porque os cabo-verdianos e os outros cidadãos foram fortemente incomodados e alguns com possibilidade de perder o trabalho”, acrescentou.

A UCID, segundo António Monteiro, entende que a TACV está num “manto acinzentado e que o governo não está a falar a verdade ao povo (…) com ameaças da privatização, quando nem sequer o documento da privatização ainda foi apresentado no Parlamento”.

Por isso, o presidente da UCID foi peremptório: Por aquilo que conhecemos “a TACV não está em condições de ser privatizada”.

GSF/FP

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