Três novos casos confirmados de ébola na cidade de Mbandaka no Congo

Kinshasa, 19 Mai (Inforpress) – O ministro da Saúde da República Democrática do Congo, Oly Ilunga, anunciou três novos casos confirmados de ébola na cidade de Mbandaka, com mais de um milhão de habitantes.

Oly Ilunga afirma em comunicado, divulgado na sexta-feira, que os casos foram registados na cidade de Mbandaka, onde tinha sido confirmado um caso no início da semana.

Existem agora 17 casos de ébola confirmados, 21 casos prováveis e cinco suspeitos, adianta o comunicado, citado pela agência Associated Press (AP).

A propagação do ébola numa área urbana causou alarme, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) afastou para já o cenário de emergência internacional.

Para a OMS, a epidemia não constitui “actualmente uma urgência de saúde pública de dimensão internacional”.

“O risco de propagação internacional é particularmente grande”, mas existem fortes razões para crer que “esta situação pode ser controlada”, afirmou um membro do Comité de urgência da OMS, durante uma conferência de imprensa, na sexta-feira, em Genebra, Suíça.

O surto é um teste de uma nova vacina experimental contra o ébola que se mostrou eficaz no surto da África Ocidental há alguns anos. As vacinas devem começar no início da semana, com mais de 4.000 doses já no Congo e mais a caminho, refere a AP.

A nova epidemia do ébola eclodiu há cerca de um mês numa zona rural do noroeste da RDCongo.

Desde 04 de Abril até 17 de Maio, segundo a OMS, foram reportados às autoridades locais 45 casos de pessoas supostamente infectadas com ébola, incluindo três de profissionais de saúde, e 25 mortos.

As autoridades do Uganda afirmaram à agência Espanhola que o Uganda está em “alerta máximo” devido ao surto de ébola declarado na vizinha República Democrática do Congo, de onde recebe refugiados através da fronteira sudoeste.

Mais de 50.000 congoleses atravessaram a fronteira para Uganda nos primeiros três meses do ano e ainda estão a chegar a este país para os distritos de Kisoro e Kanungu, confirmou um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Tam Daniel Rogers.

Inforpress/Lusa

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