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Taxa da alfabetização da população com 15 e mais anos situa-se nos 87,6% – governante

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – O secretário de Estado Adjunto para Educação disse hoje que em Cabo Verde a taxa da alfabetização da população com 15 e mais anos situa-se nos 87,6% o que demonstra os ganhos conseguidos na luta contra o analfabetismo.

Amadeu Cruz fez essas considerações no seu discurso alusivo ao Dia Internacional da Alfabetização, que se assinala a 08 de Setembro, e cujo acto central das comemorações foi realizado hoje pela Direcção Nacional de Educação (DNE) numa cerimónia que, também, serviu para fazer o lançamento da campanha de sensibilização de jovens para o Ensino Básico de Adultos.

Por isso, antes de avançar com outros pormenores, Amadeu Cruz, quis homenagear todas as gerações de cabo-verdianos que se empenharam na luta contra o analfabetismo, especialmente no pós-independência, cujos resultados, segundo ele, constituem “motivos de orgulho de toda a nação”.

“Os dados oficias indicam ainda, uma diferença sensível entre os géneros, com uma taxa maior nos homens, 92,5%, do que nas mulheres, 82,8%, significando que no passado houve alguma disparidade no acesso à educação básica”, realçou afirmando, por outro lado, que estes dados colocam o país no patamar comparável aos mais desenvolvidos.

Conforme o governante, as estatísticas nessa matéria colocam Cabo Verde perante uma nova realidade sociológica, muito diferente daquela que foi herdada em 1975, pelo que na actualidade o desafio não é só continuar a alfabetizar, mas também a qualificar o sistema de educação por forma a se cumprir os desideratos da Constituição da República.

Segundo Amadeu Cruz, o Governo comunga do entendimento de que a aprendizagem e a educação de jovens e adultos têm um “forte impacto” na cidadania activa e na coesão social, pelo que as políticas e reformas em curso estão em linha com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“O Ministério da Educação tendo em vista dar resposta mais eficiente a procura por parte de jovens e de adultos, preconiza em sede do Plano Estratégico da Educação 2017/2021 um conjunto de medidas que visa implementar um EBI de adultos que garanta a escolaridade básica até 8º ano e com perfis de saída adequados à entrada na formação profissional”, disse.

A directora nacional de Educação, Sofia Figueiredo, que se regozijou com o facto de o país ter desde 1975 iniciado um investimento “muito grande” no processo educativo dos cabo-verdianos, sublinhou por outro lado, que existe ainda desafios a serem ultrapassados com pessoas cuja idade ronda os 35 anos e a taxa de alfabetização 86%.

E é sobre este público, asseverou, que têm sido os maiores desafios no que diz respeito ao aumento do acesso deste para a educação básica de adultos, bem como a sua permanência de forma a concluírem os ciclos exigidos.

“A educação de jovens e adultos, é, para nós, de suma importância, particularmente, quando assumimos o alargamento da escolaridade obrigatória a 8º ano. No mundo de mudanças, não podemos ignorar, neste processo, a importância das inovações tecnológicas”, frisou.

Neste âmbito, teceu algumas considerações sobre os novos pilares de educação que interlaça as propostas do alinhamento desse subsistema ao ensino técnico e formação profissional.

Isto, explicou, com a intenção de criar novas oportunidades para os jovens e adultos no reforço dos seus conhecimentos académicos e certificados, abrindo, assim, um leque de oportunidade a nível da carreira profissional.

Para além da entrega de certificados a Direcção-Geral de Educação iniciou o curso de culinária para formadores e realizou uma feira e venda de livros para incutir nos alfabetizados o gosto da leitura.

Ainda no âmbito do Dia da Alfabetização, serão entregues os certificados a formandos do Ensino Básico de Adulto e do curso de formação profissional.

Numa sociedade moderna, tecnológica e avançada, estima-se que cerca de 800 milhões de pessoas adultas ainda não sabem ler nem escrever, enquanto mais de 122 milhões de crianças em idade escolar não vão à escola e as mulheres constituem dois terços da população analfabeta mundial.

PC/CP

Inforpress/fim