Tarrafal: Escola e edilidade querem que os alunos sejam multiplicadores de informação sobre mudanças climáticas

 

Tarrafal 05 Jun (Inforpress)- A Escola Secundaria de Chão Bom e a edilidade quer que os alunos sejam multiplicadores das mensagens sobre a degradação ambiental e mudanças climáticas, tendo hoje promovendo um Fórum de Desenvolvimento sustentável: Alterações Climáticas”.

Para assinalar o dia Mundial do Ambiente, a direcção da Escola, em parceria com a Câmara Municipal do Tarrafal (Ilha de Santiago), resolveu envolver os estudantes neste fórum para que estes influenciem os seus pais que na maioria são pescadores, agricultores e pecuaristas.

O vereador pela área de Saneamento, Inácio Barbosa, explicou que para que tenhamos um ambiente melhor, é necessário começar por consciencializar as crianças e os jovens sobre a problemática ambiental.

“Queremos que eles transmitem todas as informações sobre a degradação ambiental, alterações climáticas, desflorestação urbana, e uso de fertilizantes que contaminam o solo”, disse.
Durante este fórum, foram debatidos tema como “Alterações climáticas: Impacto Directo na Sustentabilidade da Pecuária”, “Resíduos Sólidos Urbanos”,” Extracção de Inertes nas Zonas Costeiras”, “Comércio Ilícitos de Espécies Marinhas” e “Agricultura e Ambiente no Município do Tarrafal”.

No concelho do Tarrafal, “o ambiente vai bem”, disse o vereador do Saneamento, Inácio Barbosa, entretanto apontou a extracção de inertes na Baia de Chão Bom como sendo um dos grandes desafios a vencer.

Para o conferencista Victor Mendes, que debruçou sobre o tema “Extracção de Inertes nas Zonas Costeiras”, esta prática, que tem sido um ganha-pão de muitas famílias de Chão Bom, tem causado grandes problemas ambientais nas praias locais.

“As nossas praias estão praticamente degradadas e, principalmente, na zona de Chão Bom, Ribeira das Pratas e Fazenda, o impacto é muito grande”, disse.

Neste sentido, pede às autoridades que dêem “um basta e comecem a dar um combate sério” a esta problemática, antes que seja tarde demais e que apoiem as famílias a ingressarem para actividades geradoras de rendimento.

Victor Mendes pediu aos alunos que levem esta informação aos pais que se dedicam a esta actividade, para que deixem de contribuir para a degradação das praias, porque isto “põe em causa a sustentabilidade ambiental”.

Outro tema abobado no fórum foi o “Comércio Ilícitos de Espécies Marinhas”, proferido pelo técnico da Direcção Nacional do Ambiente Iderlino Santos.

De acordo com este técnico, esta prática tem sido frequente nos mares de Cabo Verde, por isso querem sensibilizar a população para o uso sustentável dos recursos marinhos.

Uma vez que há pouca fiscalização nos mares, pede à população que os ajude a fazer um melhor trabalho, no sentido de preservar as espécies marinhas.

“Para além da tartarugas, temos outras espécies, como a baleia, o tubarão que existem nas nossas águas. A própria apanha de búzio e lagosta costeira são práticas não correctas, que podem por em causa a existência e sustentabilidade da espécie, quando for feita fora de época”, sublinhou.

AM /JMV

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