Assomada, 16 Fev (Inforpress) - O Hospital Santa Rita Viera, em Santa Catarina (Ilha de Santiago), vai a partir do mês de Março iniciar consultas de dor crónica para doentes com dores oncológicas e não oncológicas que procuram as unidades de saúde.

Esta informação foi avançada hoje à imprensa, pela anestesista Djamila Carvalho, que apresentou à direcção do Hospital e a Direcção Nacional da Saúde o projecto da consulta da dor crónica, que visa criar um núcleo de tratamento no hospital, no âmbito do projecto de humanização do Hospital.

Sendo a dor a principal causa de consultas médicas e quando não é a tratada constitui um grave problema de saúde pública, o hospital quer, com este tratamento, reduzir a prevalência da dor não controlada na população, melhorar a qualidade de vida dos doentes com dor e racionalizar os recursos e controlar os custos necessários para o controlo da dor.

Segundo Djamila Carvalho, a dor é um sentimento desagradável que tem graves consequências na vida dos doentes, por isso é muito importante tratar essa doença crónica.

Os factores que podem conduzir à necessidade de referenciação do doente para uma estrutura de saúde mais diferenciada, estão relacionados com a complexidade do diagnóstico, a necessidade de realização de exames complementares ou técnicas terapêutica diferenciadas ou a dificuldade no controlo da dor, informou.

"Os doentes que procuram o núcleo devem ter um diagnóstico do centro de saúde ou do próprio hospital e quando é descartada qualquer outra possibilidade que leva a produção dolorosa é encaminhada para o nosso núcleo de tratamento de dor crónica", disse.

A directora clínica, Ludmilde Tavares, explicou ainda que objectivo deste projecto é avaliar o doente de uma forma geral, ou seja, com uma equipa multidisciplinar, o doente que procura o hospital com uma queixa de dor passa a ser avaliado de forma global e, caso seja necessário, vai ter acompanhamento dos outros especialistas.

Ludmilde Tavares acredita que com este projecto vão diminuir o atendimento nas urgências, pois estes doentes passam a ser seguidos no ambulatório e por mais especialistas, nomeadamente um médico anestesiologista, enfermeiros, técnico de anestesia, psicólogo clínico, nutricionista, fisioterapeuta, entre outros.

A apresentação do projecto contou com a presença da directora nacional da Saúde, Maria da Luz Mendonça, do director da Região Sanitária, João Baptista e o director do Hospital Santa Rita Viera, Imadoêno Cabral.

AM/CP
Inforpress/Fim

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