Sindicato suspende greve dos trabalhadores do ICCA marcada para hoje mas promete outras formas de luta

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago (STAPS) informou hoje que o pré-aviso de greve dos trabalhadores do ICCA para 12 e 13 ficou suspenso, devido a uma reunião entre as partes marcada para o dia 17.

Em conferência de imprensa, o membro conselho directivo do sindicato, Arnaldo Cardoso , que disse estar a falar em representação dos sindicatos da Ilha do Fogo, Santo Antão e São Vicente, alertou que caso não houver entendimento nessa data, o sindicato partirá para outras formas de luta, que inclui a greve.

“Nessa reunião, vamos ver qual a possibilidade de entendimento a volta do aditamento publicado no BO, no dia 07 de Março, segundo o decreto nº3 de 2018. O sindicato já entregou uma proposta às autoridades e se no dia 17 não houver entendimento , então, vamos partir para outras formas de luta”, explicou.

De acordo com o dirigente sindical, a partir do dia 17, a STAPS vai passar, também, a representar os trabalhadores do ICCA da Ilha do Sal.

Este protesto, afirmou, devia-se ao não cumprimento, por parte do ICCA , do prazo para a implementação do PCCS, acordado eem sede de mediação, no mês de Outubro de 2017 e o aditamento no BO, que, na perspectiva sindical, além de violar o acordado entre os trabalhadores, o sindicato, o representante do Governo e a entidade empregadora, viola também a lei laboral.

Segundo o sindicalista, no memorando do entendimento aprovado na sequência de um outro pré-aviso de greve, ficou acordado que, no âmbito do novo PCCS, cada trabalhador, independentemente da dotação orçamental, teria uma progressão por cada cinco anos de trabalho, até um limite de quatro progressões.

Com a publicação do aditamento no BO, sublinhou Arnaldo Cardoso, o Governo contradiz o acordado entre as partes, desrespeita o que está estipulado no código laboral, quando diz que todos os trabalhadores que tiverem menos de 15 anos de serviço vão manter o contrato a termo , quando o código laboral diz que a partir de cinco anos, o contrato é por tempo indeterminado.

PC/JMV
Inforpress/Fim