Sindicatos dos enfermeiros e técnicos de saúde anunciam greve nacional para 17 e 18 de Julho

 

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – O Sindicato Nacional Democrático dos Enfermeiros e o Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde anunciam greve para 17 e 18 deste mês, reivindicando a aprovação do estatuto, grelha salarial, lista de transição e pagamento do descanso semanal.

Esta intenção foi manifestada hoje em conferência de imprensa na Cidade da Praia, pelo presidente do Sindicato Nacional Democrático dos Enfermeiros (SINDEF), José Sanches, em conjunto com o Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde (SNETS).

“O SINDEF e o SNETS convocam a todos os Enfermeiros de todos os hospitais centrais, regionais, delegacias e centro de saúde do país, para greve nacional a ter lugar nos dias 17 e 18 de Julho do corrente ano”, informou.

José Sanches adiantou ainda que esses sindicatos estão abertos e disponíveis para diálogo e negociações com o Ministério da Saúde e da Segurança Social, para satisfazerem as reivindicações da classe, nomeadamente, a resolução de todos os pendentes (reclassificações e progressões) e a actualização do valor percentual das horas extraordinárias.

Estes dois sindicatos que representam a classe de enfermeiros do país acham ainda por bem serem resolvidos pelo Ministério da Saúde reivindicações como a implementação do curso de complemento de licenciatura em Enfermagem em todas as ilhas e concelhos do país, actualização do plano de evacuações dos doentes no que concerne ao pessoal da classe (seguro, viagem e subsídio de deslocação), implementação de subsídio de risco a todo o pessoal de Enfermagem do país, entre outros.

Este representante fez saber ainda que os enfermeiros nacionais estão “cansados de tanto esperar”, por isso vão partir para a greve nos dias estabelecidos, uma vez que, condiderou, o ministério que os tutela vem “desrespeitando e abusando” sistematicamente da “confiança” da classe.

Aprovação do estatuto, grelha salarial, lista de transição e pagamento do descanso semanal são outras exigências da classe, que, segundo explica a mesma fonte, encaminha estes profissionais para a greve de dois dias.

“À semelhança, dos outros funcionários de quadros privativos da administração pública que já viram aprovados os estatutos, a grelha salarial e a lista de transição, nós, os enfermeiros de acordo com os compromissos assumidos pelo Governo em sede de concertação social para o ano 2017, exigimos a aprovação destes mecanismos ainda este ano”, acrescentou.

Contudo, José Sanches considerou que, caso não houver condições financeiros no país, não é os Enfermeiros que devem pagar, pois, entende que o “silêncio” por parte do ministério só existe à volta desta classe.

“Se o país não dispõe de condições financeiras, terá que dividir para todos. Todos somos iguais, deveremos ter o mesmo respeito para todos”, enfatizou, realçando que os profissionais de enfermagem estão a “sentir-se desrespeitados” pelos sucessivos Governos.

O estatuto dos enfermeiros foi vetado no início de 2016, no entanto, o representante do SINDEF afirmou que até a data de hoje pediram duas vezes ao Ministério de Saúde, mas que este “nunca esteve disponível” para a reunião.

A greve prevista para os dias 17 e 18 do corrente mês vai envolver, segundo José Sanches, todos os enfermeiros dos hospitais centrais, regionais, delegacias e centros de saúde do país.

AF/ZS

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