São Vicente: Violinistas Bau e Voginha voltam a gravar juntos e colocam no mercado “Violão do Atlântico”

 

Mindelo, 17 Nov (Inforpress) – Os violinistas Bau e Voginha procederam hoje, no Mindelo, ao lançamento do disco instrumental “Violão Atlântico”, uma obra que voltou a juntar os dois músicos que, desde 2007, já gravaram três discos em duo.

Com a chancela da “Boa Música”, produtora de Júlio do Rosário, o disco, de 14 faixas, comporta temas clássicos do folclore musical do arquipélago, uma forma, disse o produtor, de preservar “mestres” do folclore musical das ilhas.

As composições do álbum, cuja tiragem para o mercado cabo-verdiano é de três mil exemplares, são da autoria de Luís Rendall, classificado por Voginha como o “pai o violão cabo-verdiano”, Chico Serra, José Júlio, Carlos Silva, Fausto Medina, Catcháss, Tazinho e Eugénio Tavares, para além de três temas do próprio Voginha.

Se para Bau, o disco é um “retrato” da preocupação que a dupla mantém para com o trabalho de pesquisa a nível instrumental, vertente solo de violão, para “marcar a história da música” de Cabo Verde, Voginha considera a obra resultado de uma “viagem” pelo “rico acervo musical” e pela vida de “muitas pessoas” que hoje são “estrelas cintilantes” e “nomes sonantes” da cultura musical das ilhas.

Voginha aproveitou a oportunidade para pedir às rádios, “sobretudo à Rádio Nacional”, como referiu, para abrir “mais espaços” à música instrumental cabo-verdiana que, a seu ver, tem tido “pouca divulgação”, apesar do “grande espólio” existente.

Para Júlio do Rosário, produtor da obra, que agrada a equipa de produção, conforme disse, o disco, vai agora percorrer as ilhas de Cabo Verde em projectos de lançamento e de espectáculos já programados, num total de 17 até finais de Dezembro.

O CD “Violão do Atlântico” foi gravado em São Vicente, Bau utilizou guitarra acústica de seis e 12 cordas e Voginha usou guitarra acústica de seis cordas.

Os dois músicos dizem-se satisfeitos com os resultados dos dois anteriores álbuns desta trilogia, “Relembrando os mestres”, de 2007, e “Anthologia acústica”, de 2015, e, por isso, esperam que “Violão do Atlântico” siga o mesmo percurso.

Por outro lado, tanto Bau como Voginha já tem em preparação trabalhos a solo que deverão chegar ao mercado no ano de 2018

AA/FP

Inforpress/Fim