São Vicente: Universidade do Mindelo abre ano lectivo e primeiro-ministro dá primeira aula oficial

 

Mindelo, 11 Out (Inforpress) – A Universidade do Mindelo abriu hoje oficialmente o ano lectivo 2017/2018 e convidou o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva a ministrar a primeira aula, que girou à volta do tema da actualidade, a regionalização.

Depois de inaugurar o bloco C, o novo edifício do campus universitário, Correia e Silva demorou perto de uma hora a dissecar o tema regionalização, perante uma plateia composta essencialmente por professores, políticos e estudantes.

A regionalização continua a suscitar muitas dúvidas e perguntas, tendo Ulisses Correia e Silva esclarecido algumas delas, as que o pouco tempo que permaneceu no Mindelo lhe permitiu.

A inauguração do Bloco C do campus universitário, um edifício de sete pisos, foi um “momento de alegria e de festa”, segundo o reitor da Universidade, Albertino Graça, e aconteceu exactamente 15 anos depois da entrada em funcionamento do Instituto de Estudos Superiores Isidoro da Graça (IESIG), que deu lugar depois à Universidade do Mindelo.

“Uma obra monumental”, assim o definiu Albertino Graça, para albergar, além de auditório, espaços corporativos, laboratórios, salas de conferências e salão nobre, a ser construída desde 05 de Julho de 2011 e que custou 120 milhões de escudos.

Albertino Graça referiu-se a um percurso exemplar da Universidade do Mindelo, em todos os planos, mas perspectivou um “ano com grandes dificuldades” por causa da fragilidade financeira das famílias, o que já levou à diminuição do número de candidatos ao ensino superior.

Tal situação, afirmou o reitor da Universidade, “convida a uma profunda reflexão” sobre a universidade em Cabo Verde.

Os ministros da Economia e Emprego, da Cultura e Indústrias Criativas, da Justiça e da Educação, respectivamente, José Gonçalves, Abraão Vicente, Janine Lélis e Maritza Rozabal deviam inaugurar o Centro de Produção de Energia e Manutenção Industrial, o Núcleo Dinamizador da Escola de Música e Artes, o Laboratório de Prática Jurídica e a Cátedra António Aurélio Gonçalves, mas nenhum deles pôde deslocar-se a São Vicente, por motivos de agenda, pelo que a tarefa ficou por conta do primeiro-ministro.

AT

Inforpress/Fim