São Vicente/Taxa de reprovação: Delegada confirma ter havido diminuição no Ensino Secundário relativamente ao ano passado (c/áudio)

Mindelo, 29 Ago (Inforpress) – A delegada de Educação em São Vicente assegurou ter havido uma diminuição na taxa de reprovação no Ensino Secundário, que “não pode ser comparada” com a de outros concelhos, devido a existência de “realidades diferentes”.

Maria Helena Andrade, que preferiu adoptar um “olhar positivo”, ao falar na taxa de aprovação que, de acordo com dados avançados, revelou “melhorias significativas” em relação ao ano lectivo 2016/2017.

“A taxa ronda agora os 70 por cento, mais que os 64 por cento de aprovação registados anteriormente”, reforçou.

“Os professores têm feito um bom trabalho neste sentido, criando dinâmicas contra o abandono e insucesso escolares”, disse a responsável à Inforpress, apontando o exemplo de algumas medidas tomadas, tais como aulas de recuperação de alunos, preparação antes das provas de recurso e ainda acções no gabinete de orientação vocacional.

“Temos tido respostas positivas neste sentido e que provocaram uma melhoria em relação ao ano passado, com uma diminuição na taxa de reprovação”, enfatizou.

Contudo, segundo a mesma fonte, “ainda não é o suficiente” e daí o trabalho em curso com a direcções das escolas secundárias, afim de se adoptar “novas medidas”, com “foco” nos alunos do 7º e 8º anos com vários reprovações e com idades já avançadas, que conjugam “como factores para influenciar as taxas”.

Um trabalho feito com estes estudantes para saber o porquê da desmotivação e ainda, ajuntou, para conhecer “os objectivos e aspirações”, que podem passar, por exemplo, pela formação profissional.

“O que queremos é dar respostas a estes alunos, promovendo sempre a inclusão e criar o gosto por algo que vai melhorar o seu futuro como pessoa e como profissional”, salientou Maria Helena Andrade, para quem a partir desta iniciativa “está-se a provocar a mudança de comportamento e mentalidades”.

Quanto à informação de que São Vicente apresenta a “maior taxa” de reprovação do país, Maria Andrade disse que não gosta de entrar em comparações, já que não se pode equiparar um concelho como São Vicente, com cerca de 12 a 13 mil alunos, no geral, com outro com três mil alunos.

“Há que ter cuidado com essa questão de comparação, porque temos realidades diferentes e não há uma base fiel comparativa quando se fala por exemplo do número de alunos”, alertou a responsável, que “não encontra forma de comparar” um concelho com cinco escolas secundárias, e cerca de oito mil, e um outro com apenas uma escola secundária com 700 alunos.

No entanto, a delegada garante estar “atenta” e conta promover, juntamente com as escolas e os professores, “mais dinâmicas”, para tornar “as fraquezas em forças”, e, por outro lado, conhecer o ambiente social que o aluno vive no dia-a-dia.

Uma medida que, no seu entender, obriga a escola a estar “aberta à sociedade” e trabalhar de “mãos dadas” com as famílias.

“Procurando soluções conjuntas, com certeza haverá ganhos significativos”, concretizou.

LN/JMV

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